Senado aprova Hilda Solis como secretária do Trabalho

Comitê também confirmou por unanimidade Leon Panetta como diretor da CIA

Agências Internacionais,

11 de fevereiro de 2009 | 21h19

O Comitê de Saúde, Educação, Trabalho e Aposentadorias do Senado dos Estados Unidos aprovou, na noite desta quarta-feira, a representante democrata Hilda Solis como secretária do Trabalho da administração do presidente Barack Obama. Agora, votação no Senado ratificará ou não a indicação de Hilda Solis à frente do Departamento do Trabalho. Ela deverá encontrar alguma oposição dos republicanos. "É nossa esperança ter a nomeação da representante Solis votada em breve no plenário do Senado", disse em comunicado o senador Mike Enzi (Republicano pelo Wyoming). Veja também: O time de Obama A confirmação de Solis, uma representante democrata pela Califórnia, como secretária do Trabalho, sofreu um atraso considerável. Os republicanos que se opõem à nomeação levantaram preocupações com a visão de Solis a respeito de políticas importantes para o mercado de trabalho norte-americano, particularmente o apoio da democrata a leis que aperfeiçoam a sindicalização dos empregados. Reportagens divulgadas na semana passada também informaram que o marido da representante, Sam Sayyad, devia US$ 6.400 em impostos da oficina mecânica da qual é proprietário. Mesmo após Sayyad pagar a dívida, o Comitê do Senado adiou uma reunião onde a nomeação de Solis deveria ser votada. As corporações estão preocupadas que as mudanças nas leis trabalhistas que poderão ser feitas pela administração Obama aumentem os custos para os empregadores.  Leon Panetta  O Comitê de Assuntos de Inteligência do Senado dos Estados Unidos também confirmou por unanimidade Leon Panetta como diretor da CIA (Agência Central de Inteligência americana). Um porta-voz desse Comitê da Câmara Alta confirmou à Agência Efe a nomeação, que aconteceu durante uma audiência a portas fechadas. O Plenário do Senado também deve submeter a nomeação de Panetta a votação, o que deve ocorrer ainda hoje. Panetta, ex-chefe de Gabinete da Casa Branca durante o mandato de Bill Clinton, foi nomeado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, no dia 9 de janeiro. A escolha de Panetta foi muito criticada, por sua falta de experiência nos serviços secretos, e a senadora democrata Dianne Feinstein, presidente do Comitê de Assuntos de Inteligência da Câmara Alta, reclamou por não ter sido consultada. Obama se desculpou pessoalmente e Feinstein, que também falou com Panetta, retirou suas objeções. O dia em que Obama divulgou a nomeação, a líder afirmou que Panetta será um "firme defensor" da CIA. Panetta afirmou que os agentes dos serviços secretos "estão na primeira linha" da segurança nacional e precisou que terão todo o seu apoio.

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