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Senado deve confirmar juíza hispânica para o Supremo dos EUA

Votação é prevista para esta 5ª; Sonia Sotomayor será a primeira latina na máxima instância da justiça americana

06 de agosto de 2009 | 09h59

O Senado americano está pronto para votar nesta quinta-feira, 6, a aprovar a indicação da juíza Sonia Sotomayor para a Suprema Corte dos EUA. Se confirmada, ela será primeira pessoa de origem hispânica a ocupar o cargo.

 

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Sonia, 55 anos, é considerada por seus simpatizantes como uma moderada, que atua estritamente sob a lei. Os críticos a veem como uma liberal que permite que sentimento pessoais interfiram em seus julgamentos. Ela enfrentou uma dura sabatina no Comitê Judicial do Senado, que questionou seus pontos de vista sobre vários temas, indo das questões raciais e aborto a até lei antitruste. Os democratas consideram histórica a decisão de Obama indicar Sonia e enfatizam a sua longa carreira como promotora pública e desembargadora. Mas os republicanos concentram-se em acusações de que ela poderá ser tendenciosa nas decisões.

 

Sonia recebeu na quarta-feira o apoio de alguns republicanos, ainda que três quartos do bloco opositor vote contra sua nomeação no Senado. Como conta com o apoio dos democratas, a juíza tem votos suficientes para ser confirmada, já que o grupo tem maioria na casa.

 

Os democratas retrataram Sonia como experiente, ponderada e destacam seus 17 anos como juíza. Também elogiam muito a história de vida da juíza. Filha de porto-riquenhos, Sonia cresceu em um conjunto habitacional para pobres, no Bronx, foi diagnosticada com diabetes aos 8 anos e perdeu o pai aos 9. Sua mãe lutou para que Sonia e o irmão fizessem faculdade.

 

Atualmente, o tribunal conta com cinco conservadores e quatro juízes considerados liberais. O cargo de titular da Suprema Corte é vitalício ou dura até o período em que o juiz decidir se aposentar.

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