Senado dos EUA aprova plano próprio de estímulo econômico

Pacote de US$ 157 bilhões deve beneficiar um número maior de contribuintes do que o aprovado pela Câmara

Efe,

31 de janeiro de 2008 | 04h32

O Comitê de Finanças do Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira, 30, um plano de estímulo econômico de US$ 157 bilhões, que beneficiará um número de contribuintes maior do que o pacote aprovado pela Câmara de Representantes. Com 14 votos a favor e 7 contra, os membros do comitê aprovaram o plano para incentivar o consumo, que deve ser submetido a debate e votação no plenário do Senado a partir desta quinta-feira, segundo fontes legislativas. Uma vez que o Senado o aprovar, este plano terá de ser harmonizado em apenas um texto com a versão da Câmara Baixa, após um delicado processo bicameral. Segundo o republicano Charles Grassley, a idéia dos senadores é enviar a iniciativa ao escritório presidencial por volta do dia 15 de fevereiro. "Este é um bom pacote, pois fornecerá dinheiro aos consumidores e incentivos aos negócios, para que possam comprar equipamentos ou contratar mais funcionários", disse Grassley, o republicano de maior categoria no Comitê de Finanças. Além disso, Grassley assegurou que o plano aprovado corrige e melhora o conteúdo da versão da Câmara Baixa, porque, por exemplo, "essa outra versão permitiria que os imigrantes ilegais recebessem estes cheques, e esse pacote fecha essa possibilidade". A Casa Branca prefere que o Congresso fique com a versão de US$ 146 bilhões aprovada pela Câmara de Representantes na terça-feira, que beneficiaria um número menor de contribuintes. No entanto, os senadores insistiram em ampliar o número de beneficiados, apesar de isso significar que cada família receberá menos dinheiro. Em pleno ano eleitoral, tanto o Congresso como a Casa Branca tentam ajudar a classe média e o empresariado do país, diante de uma temida recessão econômica agravada pela crise imobiliária, restrições creditícias, e a alta nos preços do petróleo e do custo de vida.

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