Senado dos EUA aprova projeto de ampliação de sanções ao Irã

Texto deve ser convertido em versão final junto do documento da Câmara antes de ser sancionado por Obama

estadao.com.br,

29 de janeiro de 2010 | 12h14

O Senado dos EUA aprovou na noite da quinta-feira, 28, um projeto de lei que permite ao presidente Barack Obama expandir as sanções contra o Irã para pressionar o país islâmico a desistir de deus programa nuclear, segundo informa a agência de notícias CNN.

 

A Câmara aprovou seu próprio texto de expansão de sanções no ano passado. Para se tornar lei, ambas as versões devem ser convergidas em uma versão final e ser aprovada novamente por ambas as casas antes de ser sancionada por Obama.

 

Se for tornado lei, o projeto prevê que Obama pode aumentar as sanções sobre o Irã em relação à importação de gasolina e capacidade de refinamento de petróleo da República Islâmica, assim como outros aspectos referentes a combustíveis. O comércio entre os dois países também sofreria algumas proibições, assim como algumas companhias iranianas.

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"Acredito que aprovar essa lei é fundamental para dizer ao Irã que os EUA mantêm uma postura séria sobre evitar que o Irã tenha armas nucleares", disse o líder democrata no Senado, Harry Reid, em comunicado.

 

O Irã afirma que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos, mas os EUA e outros países do Ocidente temem que a República Islâmica esteja desenvolvendo armas nucleares. Israel disse que o programa nuclear iraniano é a maior ameaça atual ao Estado judeu.

 

O Comitê de Assuntos Públicos dos EUA, grupo favorável a Israel, aplaudiu a decisão do Senado e disse que as casas deveriam aprovar a versão final da lei o mais rápido possível. "A posse de armas nucleares por parte do Irã seria um golpe estrondoso contra os interesses de segurança dos EUA", disseram representantes do grupo.

 

O Irã atualmente recusa a proposta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão regulador da ONU, para que envie parte de seu urânio enriquecido ao exterior e recebe de volta material pronto para usos pacíficos.

 

A República Islâmica tinha até o fim de 2009 para aceitar o acordo oferecido pelo Conselho de Segurança da ONU - EUA, China, França, Rússia e Reino Unido - e pela Alemanha, mas recusou e disse que tem o direito de enriquecer quanto urânio quiser.

 

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse estar trabalhando para reunir as potências mundiais para aprovar sanções ao Irã. "Queremos todo o apoio que conseguirmos, e queremos estar seguros de que estamos falando com os iranianos para fazê-los entender que a comunidade internacional não ignorará os desrespeitos às regulações do Conselho de Segurança e da AIEA".

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