Senado dos EUA aprova US$ 91 bi para Iraque e Afeganistão

Verba deve custear aumento de soldados na guerra afegã e investir em treino e equipamento nos países

Associated Press,

22 de maio de 2009 | 08h30

O Senado dos EUA aprovou na noite de quinta-feira, 21, o projeto de lei que libera US$ 91.300 bilhões para operações militares e diplomáticas nas guerras do Afeganistão e do Iraque. Ainda que a medida satisfaça o pedido do presidente Barack Obama para financiar a guerra, ela não inclui a verba pedida pela Casa Branca para fechar a prisão na base naval de Guantánamo, em Cuba. Os US$ 80 bilhões foram negados na quarta-feira.

 

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A lei, aprovada por 86 votos a 3, prepara o cenário para o diálogo entre a Câmara e o Senado sobre uma solução negociada que será apresentada a Obama no próximo mês. O presidente vai enviar mais de 20 mil soldados adicionais para o Afeganistão, e pela primeira vez no ano prevê que os custos da guerra no país ultrapasse o da luta no Iraque. Com as forças de apoio, o número de soldados americanos em solo afegão será de 68 mil até o fim do ano, mais do que o dobro dos militares em missão no país no fim de 2008.

 

A senadora democrata Bárbara Boxer pediu precaução com o gasto bélico americano. "Quero oferecer a este governo os recursos que necessita para finalizar com êxito estas guerras", afirmou. "Mas não apoio um compromisso com soldados americanos no Afeganistão que não tenha uma data aproximada para sua saída. E se não vermos um progresso que possa ser medido, teremos que reconsiderar a nossa estratégia no país".

 

O debate enfraqueceu depois que os democratas retiraram a proposta de dinheiro da nova lei para fechar Guantánamo, onde estão detidos 240 suspeitos de terrorismo. A Câmara também rechaçou o dinheiro para financiar o fechamento da prisão na base naval americana em Cuba em um projeto de lei similar.

 

O financiamento das guerras não recebeu tanta atenção, ainda que dispare o gasto total aprovado para os conflitos no Iraque e no Afeganistão em mais de US$ 90 bilhões. Com a nova lei, o Pentágono receberá US$ 73 bi para treinar e equipar as forças de segurança iraquianas e afegãs; US$ 400 milhões para treinar e equipar as forças paquistanesas e US$ 21,9 bi para custear veículos mais resistentes contra minas terrestres, aviões, armas e munições.

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