Senador democrata quer censurar Bush pela guerra no Iraque

Mas proposta não chega a entusiasmar os membros do partido democrata

Efe

22 Julho 2007 | 21h24

O senador democrata Russ Feingold propôs neste domingo, dia 22, uma moção de censura no Congresso contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sobre a forma como a Guerra do Iraque foi administrada. Em comunicado, Feingold, um dos principais críticos do conflito no país árabe, afirmou que "o Congresso precisa condenar formalmente o presidente e os membros da Administração Bush pela má atuação antes e durante a Guerra do Iraque, e por abalar o estado de direito no país". O senador já havia tentado, sem sucesso, apresentar uma moção de censura contra Bush no ano passado, em relação ao caso das escutas ilegais em território americano. Feingold propõe uma moção de censura pela gestão da guerra, que considera um ataque contra o estado de direito por, entre outras medidas, realizar escutas sem permissão judicial contra suspeitos de crimes de terrorismo. Esta última ação seria estendida também ao secretário de Justiça americano, Alberto Gonzales, segundo o legislador. No entanto, a proposta causou pouco entusiasmo dentro do Partido Democrata. O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, indicou, em declarações ao programa Face the Nation, que a minoria republicana vetaria com toda a certeza qualquer moção de censura contra o presidente. O Senado deve se concentrar em outras tarefas, como a aprovação das leis de orçamento para a Segurança Nacional e a Defesa, de acordo com Reid. "O presidente está na mira do povo americano. É o pior presidente que já tivemos, e não precisamos de uma moção de censura no Senado para demonstrá-lo", afirmou.

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