Senador dos EUA deixa liderança do partido após escândalo

Republicano se afasta de comissões do Senado mesmo se dizendo inocente sobre conduta lasciva gay

29 de agosto de 2007 | 20h18

O senador norte-americano Larry Craig, preso em junho por conduta lasciva homossexual num banheiro público, concordou nesta quarta, 29, em temporariamente resignar ao cargo de líder republicano em diversas comissões do Senado após receber pressão de seu partido.   Senador preso em banheiro nega ser gay   Nesta quarta-feira, três legisladores republicanos, incluindo o senador John McCain, pediram que Craig renunciasse.   As declarações vieram um dia após Craig fazer seu primeiro pronunciamento sobre ter sido declarado culpado sobre o ocorrido em um banheiro do aeroporto de Minneapolis.   Um pronunciamento do líder republicano dizia que "Essa não é uma decisão que tomamos sem um bom motivo, mas acreditamos ser esse o melhor para o Senado até que a decisão seja resolvida pela Comissão de Ética".   Eu acredito que ele se declarou culpado, e ele teve chance de se declarar inocente", disse McCain. "Então, acho que ele deveria renunciar. Minha opinião é de que quando você se declara culpado em um crime, você não deve continuar no cargo".   Na terça, foi requisitada uma Comissão de Ética para investigar a prisão de Craig, no dia 11 de junho, e a declaração de culpa no dia 8 de agosto. O senador foi liberado no mesmo dia de sua detenção após pagar US$ 500 de multa e mostrar as credenciais de senador.   Craig negou ser culpado nesta quarta, numa declaração lida diante de uma multidão de jornalistas em Boise, capital do estado de Idaho, pelo qual é senador. "Eu não sou gay, e nunca fui gay", disse Craig, acompanhado pela esposa.   "Não fiz nada indevido. Lamento por terem me declarado culpado. Reagi equivocadamente. Não me envolvi em nenhuma ação imprópria no aeroporto de Minneapolis", afirmou.

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