Senador dos EUA preso em banheiro público nega ser gay

Larry Craig foi preso em junho acusado de "conduta lasciva" no aeroporto internacional de Minnesota

Reuters e Efe,

29 de agosto de 2007 | 02h01

O Senador republicano Larry Craig negou na terça-feira, 28, que seja gay e reiterou que não fez nada impróprio, após ser acusado de "conduta lasciva" em um banheiro masculino do aeroporto internacional de Minnesota em junho. Eleito pela primeira vez senador em 1990, o senador de Idaho foi preso em junho por um policial à paisana, que o acusou de gestos impróprios em um banheiro masculino do aeroporto de Minneapolis. "Eu não sou gay, e nunca fui gay", disse Craig acompanhado pela esposa, numa declaração lida diante de uma multidão de jornalistas em Boise, capital do estado de Idaho. "Não fiz nada indevido. Lamento por terem me declarado culpado. Reagi equivocadamente. Não me envolvi em nenhuma ação imprópria no aeroporto de Minneapolis", afirmou. Craig, candidato à reeleição, também disse que ainda pode ser um líder eficaz para o estado, apesar "do erro de ter pretendido resolver o problema sozinho e ter sido declarado culpado por um delito menor. Foi um erro e lamento". O banheiro masculino em qual ocorreu o incidente é um lugar conhecido como ponto de encontros homossexuais. Várias denúncias a este respeito levaram autoridades a iniciar uma investigação policial. Por isso, havia um policial no local no dia em que Craig se envolveu no escândalo. De acordo com seu relato, Craig entrou no compartimento ao lado do ocupado pelo policial e trancou a porta com sua mala. Segundo o policial, começou a bater com a ponta do pé no chão, um sinal que o policial reconheceu como "o utilizado por pessoas que querem se envolver numa conduta lasciva". O relatório acrescenta que Craig tocou o pé do policial por baixo do vão entre as duas cabines e fez vários gestos com a mão. O policial diz que neste momento colocou seu distintivo no chão, de modo que Craig pudesse vê-lo, e informou ao senador que estava detido. O senador, que integra um dos setores mais conservadores do partido e que se declarou crítico do homossexualismo, emitiu o comunicado após líderes republicanos do Senado pedirem em Washington que o comitê de ética investigue sua conduta. Craig, de 62 anos, é casado e pai de três filhos. O senador foi liberado no mesmo dia de sua detenção após pagar US$ 500 de multa e mostrar as credenciais de senador.

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