Senador dos EUA renunciará após escândalo homossexual

Larry Craig, republicano de Idaho, não resistiu a pressões do partido e anunciará a renúncia no sábado

REUTERS

31 de agosto de 2007 | 20h27

O senador republicano Larry Craig, do Estado de Idaho, envolvido em um escândalo sexual e com pouco apoio de seu partido, anunciará no sábado sua renúncia do Senado, informou a CNN nesta sexta-feira, 31. Citando uma fonte republicana em Idaho, a CNN disse que Craig sairia do cargo em 30 de setembro. Senador deixa liderança do partidoSenador nega ser gay O governador republicano de Idaho, C.L. "Butch" Otter, escolherá um sucessor para terminar o mandato de Craig, que vai até o ano que vem. Otter deve escolher um republicano, mantendo assim a atual correlação de forças no Senado, onde os democratas têm o controle com 51 senadores contra 49 republicanos.   Craig esteve sob pressão para renunciar durante toda a semana. Na última quarta-feira, 31, o senador concordou em resignar ao cargo de líder republicano em diversas comissões do Senado após receber pressão de seu partido. Importantes membros do partido apontavam o escândalo como prejudicial para as políticas adotadas e pediam sua renúncia.   Craig havia sido preso em junho por conduta lasciva homossexual, por um policial à paisana, que o acusou de gestos impróprios em um banheiro masculino do aeroporto de Minneapolis. Na terça, 28, foi requisitada uma Comissão de Ética para investigar a prisão de Craig, no dia 11 de junho, e a declaração de culpa no dia 8 de agosto.   Segundo o relato do policial, Craig começou a bater com a ponta do pé no chão, um sinal que o policial reconheceu como "o utilizado por pessoas que querem se envolver numa conduta lasciva". O relatório acrescenta que Craig tocou o pé do policial por baixo do vão entre as duas cabines e fez vários gestos com a mão. O policial diz que neste momento colocou seu distintivo no chão, de modo que Craig pudesse vê-lo, e informou ao senador que estava detido.   O senador foi liberado no mesmo dia de sua detenção após pagar US$ 500 de multa e mostrar as credenciais de senador.

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