Senadores de NY estudam a possibilidade de casamento gay

Após o Senado passar a ter maioria democrata, debate volta a ganhar corpo no estado americano

Michael Virtanen, AP

08 de novembro de 2008 | 19h07

Depois da população da Califórnia rechaçar o matrimônio homossexual em um referendo, as eleições de terça-feira abriram as portas para que o mesmo debate ocorra em Nova York. Veja também: Eleitores da Califórnia aprovam proibição do casamento gay Defensores de casamento gay protestam em Los Angeles Os democratas obtiveram uma estreita maioria no Senado de Nova York, tirando o controle dos republicanos. Isso elimina um claro obstáculo para legalizar o casamento gay no Estado, embora os opositores não estejam cedendo em suas posições e seus partidários admitam que ainda há um árduo trabalho a ser feito. Enquanto os republicanos controlaram o Senado nova-iorquino, bloquearam todo o projeto de lei para emitir licenças de matrimônio sem importar se os membros eram ou não do mesmo sexo. Mas apesar da perda de controle do Senado, ainda não se falou a última palavra. Quatro democratas estão analisando uma aliança com os republicanos. Desta maneira, a tênue maioria democrata, de 32 a 30, poderia retornar aos republicanos. A única possibilidade que o tema do matrimônio gay tem de voltar à agenda do Senado de Nova York "é com uma nova liderança na Câmara Alta", disse Alan Van Capelle, diretor do Empire State Pride Agenda, o principal grupo nova-iorquino de defesa dos homossexuais. Ele acrescentou que nenhum projeto de lei foi aprovado em Nova York sem alguns votos de membros de ambos os partidos. O reverendo Duane Motley, fundador do New Yorkers for Constitutional Freedoms, que se opõe ao matrimônio gay, disse que quando os republicanos controlavam o Senado, sabia que não se aprovaria uma lei aprovando direitos civis iguais para homossexuais. Mas, como os democratas no controle do Senado, disse, alguns membros do partido poderiam forçar a mudança na legislação. Um dos quatro senadores democratas que se reuniram um dia depois da eleição dom líderes republicados é Ruben Díaz, do condado do Bronx, que se opõe ao matrimônio gay. Há ainda o senador Malcolm Smith, do condado de Queens, que respalda o matrimônio gay, disse que sua prioridade é a crise fiscal do Estado, seguida da criação de empregos.

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