Arquivo/AP
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Senadores dos EUA aumentam pressão sobre CIA por filme de Bin Laden

Carta pede provas de que 'técnicas avançadas de interrogatório' produziram informação para localizar líder da Al-Qaeda

Reuters

04 de janeiro de 2013 | 09h24

WASHINGTON - Três senadores norte-americanos, incluindo a presidente do Comitê de Inteligência do Senado, aumentaram a pressão sobre a CIA sobre sua resposta a "Zero Dark Thirty", um novo filme sobre a caçada a Osama bin Laden.

Em uma carta enviada à CIA e divulgada na quinta-feira, Dianne Feinstein, a líder do Comitê de Inteligência, o presidente do Comitê de Serviços Armados, Carl Levin, e o senador John McCain pediram à agência provas de que as "técnicas avançadas de interrogatório" produziram informação que ajudaram as autoridades norte-americanas a localizar e a matar o líder da Al-Qaeda em maio de 2011.

A carta é o mais recente ataque em uma batalha política renovada sobre as técnicas avançadas de interrogatório, que alguns comparam a tortura, desencadeadas pela estreia nacional de "Zero Dark Thirty" em 11 de janeiro.

O filme mostra um detido sendo submetido a técnicas duras de interrogatório, que a administração do presidente George W. Bush depois abandonou, e sugere que essas técnicas foram utilizadas para a localização de Bin Laden, que esteve por trás dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

No mês passado, em resposta a uma carta anterior dos senadores, o diretor da CIA, Michael Morell, disse em comunicado que parte das informações que levaram analistas da agência a concluírem que Bin Laden estava escondido em Abbottabad, no Paquistão, "veio de detidos submetidos a técnicas avançadas, mas também houve várias outras fontes".

Em sua última carta, enviada na segunda-feira, os parlamentares disseram que uma revisão do Comitê de Inteligência do programa de detenção e interrogatório pós-11 de setembro da CIA determinou que um detido da agência, que forneceu as informações mais acuradas sobre um mensageiro, que levou a CIA até Bin Laden, "deu as informações antes de ser submetido a técnicas coercitivas de informação".

Um extenso relatório sobre a investigação, que o comitê aprovou no mês passado, continua altamente secreto.

Feinstein, Levin e McCain pediram que a CIA forneça provas que apoiem a afirmação de Morell de que informações úteis relacionadas à caça de Bin Laden vieram de detidos submetidos a técnicas duras, e se essas informações foram obtidas antes, durante ou depois dos interrogatórios avançados.

A divulgação da carta dos senadores foi feita um dia depois de a Reuters divulgar que o comitê de Feinstein estava revendo registros da CIA sobre as interações da agência com os cineastas Kathryn Bigelow e Mark Boal, de "Zero Dark Thirty", para saber se a agência havia lhes dado acesso "inapropriado" a material secreto.

A comissão também vai investigar se os agentes da CIA são responsáveis pela representação de práticas duras de interrogatório no filme e a implicação de que elas foram eficazes, disse uma pessoa familiar à questão.

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