Senadores dos EUA duvidam que OMC apoiará tarifa sobre etanol

Os senadores norte-americanos John McCain e John Barrasso disseram nesta segunda-feira que a prorrogação por parte dos EUA do subsídio ao etanol e da tarifa de importação sobre o produto provavelmente é ilegal sob as regras comerciais internacionais, uma declaração de apoio às queixas brasileiras contra o protecionismo de Washington.

REUTERS

10 de janeiro de 2011 | 20h28

"Acredito que a OMC vai decidir contra os Estados Unidos, porque é claramente um subsídio que não é justificado nem respeita os regulamentos da OMC", disse McCain a jornalistas após se reunir com a presidente Dilma Rousseff em Brasília.

Em dezembro, o governo dos EUA prorrogou até o final de 2011 a tarifa de 0,54 dólar por galão sobre o etanol importado, e também o subsídio de 0,45 dólar por galão para as empresas que realizam a mistura de combustível, até um teto de 6 bilhões de dólares.

O poderoso setor sucroalcooleiro do Brasil pressiona o governo Dilma a levar o caso à OMC. O Brasil venceu os dois últimos processos que promoveu na OMC, contra os subsídios ao algodão nos EUA e ao açúcar na União Europeia.

"Sou inalteravelmente contra os subsídios ao etanol", disse McCain, que participa de uma delegação bilateral que veio ao Brasil discutir questões de segurança, defesa e outras questões regionais.

Os EUA e o Brasil são os dois maiores produtores e consumidores mundiais de álcool combustível.

O senador John Barasso acrescentou que a energia limpa deveria ser disponibilizada o mais rapidamente possível a todos os cidadãos.

"Concordamos com a presidente (Dilma) que (a tarifa dos EUA) não deveria existir", afirmou.

(Reportagem de Raymond Collit)

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