Serial killer canadense não pode solicitar liberdade por 25 anos

Robert Pickton foi considerado culpado pelo assassinato de 6 mulheres e condenado à prisão perpétua

Efe,

12 de dezembro de 2007 | 03h32

Um juiz canadense condenou à prisão perpétua Robert Pickton, julgado culpado pelo assassinato de seis mulheres e acusado de pelo menos outras 20 mortes, sem possibilidade de solicitar liberdade condicional durante 25 anos. Veja também: 'Maior' serial killer do Canadá é condenado à prisão perpétua Pickton, um criador de porcos de 58 anos que para a polícia canadense é o pior assassino em série do país, foi declarado culpado de assassinato em segundo grau por um júri de Vancouver. Antes de conhecer sua sentença, Pickton ouviu sem mostrar nenhum sinal de emoção os depoimentos de parentes das mulheres que assassinou: Sereena Abotsway, Mona Wilson, Andrea Joesbury, Georgina Papin, Brenda Wolfe e Marnie Frey. Eles leram ao juiz James Williams emocionantes declarações sobre como se sentiam. "Cada uma dessas mulheres enfrentou situações de extrema vulnerabilidade. Foram pessoas que estavam sob o horrível efeito de dependências e que vendiam seus corpos para sobreviver", disse o juiz antes da sentença. As seis mulheres que Pickton assassinou fazem parte de um grupo de mais de 60, em sua maioria dedicadas à prostituição, viciadas em drogas e de origem indígena, que desapareceram sem deixar rastro do centro de Vancouver entre os anos de 1980 e 2001. Durante esses anos, parentes e assistentes sociais denunciaram os desaparecimentos como obra de um psicopata que se aproveitava de mulheres em situações desesperadas. Mas a Polícia de Vancouver não investigava as denúncias. A polícia acusou formalmente Pickton pela morte de outras 20 mulheres e disse que pode apresentar mais acusações no futuro. A promotoria já iniciou o processo para levar o réu a julgamento pelos 20 casos. Pickton só foi detido em 2002, quando a Polícia Montada assumiu a investigação. Após a detenção, a Polícia Montada passou mais de um ano recuperando, com técnicas arqueológicas, dezenas de milhares de mostras de DNA na fazenda de porcos de Pickton em Port Coquitlam, perto de Vancouver. Durante o julgamento, que durou 10 meses, o júri viu um vídeo clandestino em que Pickton se gabava de assassinar 49 mulheres e de utilizar uma processadora de carne para se desfazer dos corpos de suas vítimas. O processo judicial também revelou que a polícia encontrou em um congelador da fazenda de Pickton duas cabeças cortadas, pés e mãos de várias pessoas.

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