Sírio teria confessado plano para matar Obama na Turquia

Oficiais turcos confirmam prisão, mas afirmam que suspeito é "mentalmente perturbado"

Agências internacionais,

07 de abril de 2009 | 09h07

Oficiais americanos levaram "muito a sério" um suposto plano para assassinar o presidente Barack Obama envolvendo um sírio detido na última sexta-feira na Turquia, segundo afirmaram dois oficiais próximos do caso à CNN. O governo turco confirmou nesta terça-feira, 7, que a polícia deteve um homem depois de receber uma denúncia de que ele planejava matar o presidente americano, mas o liberou sem registrar acusações.

 

As fontes ouvidas pela CNN reforçaram que presidentes americanos frequentemente são alvos de ameaças e que todas são acompanhadas cuidadosamente, e que o homem detido não chegou a se aproximar de Obama durante seu giro pela Europa. Os oficiais disseram ainda que, sendo o primeiro presidente negro dos EUA, Obama recebe mais ameaças do que o considerado normal, mas que o incidente específico na Turquia não afetou sua agenda no país.

 

O oficial do governo turco, que falou sob anonimato, disse que a polícia deteve um suspeito na sexta-feira depois de receber um e-mail anônimo com o endereço do homem em Istambul. "Não era nada sério. A polícia deteve o homem e disse que ele era mentalmente perturbado", afirmou. "A denúncia não passou de um trote. O registro de IP de onde o e-mail foi enviado é dos Estados Unidos".

 

O porta-voz do Serviço Secreto Ed Donovan disse na segunda-feira que o presidente Obama nunca esteve em perigo imediato. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, não quis fazer comentários sobre o incidente. Obama chegou na Turquia no domingo, dois dias depois da prisão do homem.

 

O plano foi revelado pelo jornal saudita al-Watan, afirmando que as forças de segurança turcas prenderam um sírio na sexta-feira com ligações a um plano para matar Obama durante a visita na Turquia. O diário afirmou que o suspeito, que tinha credencial de imprensa da TV Al Jazira, confessou às autoridades que ele e outros três cúmplices pretendiam esfaquear Obama durante um evento em Istambul na segunda-feira. Os oficiais americanos confirmaram essas acusações.

 

O chefe da equipe da Al Jazira em Ancara, Yucef al-Sharif, afirmou que a emissora não tinha informação alguma sobre o homem e sugeriu que sua credencial fosse falsificada. Oficiais americanos disseram que não está claro como o homem, que possui residência fixa em Istambul, obteve a credencial para a cobertura da viagem de Obama.

Tudo o que sabemos sobre:
Barack ObamaTurquia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.