Sogra de Obama acostuma-se à vida na Casa Branca

Relutante no início, Marian Robinson está gostando da nova vida na mansão presidencial dos EUA

Rachel L. Swarns, do The New York Times,

10 de maio de 2009 | 08h47

Marian Robinson, sogra do presidente americano Barack Obama, mudou-se para a Casa Branca "chutando e gritando", disse seu filho, Craig Robinson. Ela nunca havia vivido fora de Chicago e estava relutante em deixar sua amada pequena casa, seus amigos, família, suas aulas semanais de ioga e rotinas familiares. Mas após três meses na Mansão Executiva, Marian, de 71 anos, está gostando da nova vida.

 

A sogra de Obama entretém visitantes de Chicago. Ela participa de almoços e apresentações na Casa Branca promovidos por sua filha, a primeira-dama Michelle Obama. Ela almoça em restaurantes locais e vai a eventos no Centro Kennedy, onde com frequência senta-se no espaço reservado ao presidente e conversa com os artistas.

 

De fato, Marian está muito ocupada desde que Obama despediu a babá que cuidava de suas duas filhas porque a "primeira-avó" da nação tinha planos. "Ela tem uma vida social muito cheia, tanto que as vezes temos de planejar nossa agenda de acordo com a agenda dela", brincou Michelle durante um jantar oferecido a esposas de congressistas.

 

Marian ainda gasta muito de seu tempo com as filhas do casal - Malia, de 10 anos, e Sasha, de 7. Muitas vezes, ela as deixa na escola e as acompanha em algumas atividades, disse a primeira-dama. Ela também vai a apresentações escolares, ajuda na lição de casa e serve de babá quando Obama e Michelle precisam de uma ajuda extra.

 

Mas Marian também cava seu próprio espaço na Casa Branca e tenta construir uma vida privada quieta, mas satisfatória, disseram funcionários da administração Obama que conhecem a família. Seu quarto fica no terceiro andar, logo acima do espaço reservado ao casal Obama (a primeira-dama contou recentemente no programa de Oprah Winfrey que sua mãe costuma dizer "estou indo para casa" quando sobe as escadas).

 

Por continuar como uma cidadã comum e não ter um rosto tão familiar, Marian pode viajar ao redor de Washington sem ser seguida pelas câmeras de televisão ou ser reconhecida pelo público - os funcionários do governo não anunciam suas idas e vindas como fazem com o casal Obama. Pela primeira vez em sua vida adulta, ela também não limpa ou cozinha, a não ser quando deseja realizar essas tarefas.

 

Michelle gosta de brincar que sua mãe vai mais ao cinema do que ela. Sally Quinn, escritora e socialite de Washington que encontrou Marian em um almoço, a descreveu como "a perfeita avó que você mataria para ter: acolhedora, boa, doce, amigável e querida". "Pareceu-me que está perfeitamente confortável como sua nova vida", disse Sally.

 

Isso, talvez, pareça uma alívio dado pelo casal Obama, que deixou as filhas aos cuidados de Marian durante a campanha presidencial e não poderia imaginar a vida na Casa Branca sem ela, disse Craig Robinson, técnico do time masculino de basquete da Universidade de Oregon. Bancário aposentado, ele conta que a mãe "nunca quis algo grande". "Ela preferiria muito mais ficar em casa", completa.

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