Soldado americano é condenado a 110 anos no Iraque

Spielman, de 22 anos, é culpado dos crimes de estupro e do assassinato de quatro pessoas

EFE,

05 de agosto de 2007 | 01h14

O soldado americano Jesse Spielman foi condenado neste sábado, 4, a 110 anos de prisão por estupro e assassinato por atacar, junto a outros companheiros, uma menina de 14 anos e sua família no Iraque, segundo a imprensa local. O júri emitiu seu veredicto na última sexta-feira, 3, à noite, na base militar de Fort Campbell (Kentucky). Os jurados consideraram provado que Spielman, de 22 anos, era culpado dos crimes de estupro, conspiração para cometer um estupro, invasão de uma casa e de participar do assassinato de quatro pessoas. Spielman já tinha se declarado culpado de alguns crimes menores: ter profanado um corpo, provocado um incêndio, consumido álcool em zona de guerra e conspirado para obstruir a Justiça. O julgamento do soldado em relação ao ataque, ocorrido em 12 de março do ano passado em Mahmudiya, 30 quilômetros a sudoeste de Bagdá, tinha começado na segunda-feira. Segundo a Promotoria, o cabo Steven Green e outros quatro soldados, incluindo Spielman, beberam uísque, jogaram cartas e planejaram o ataque contra a menina e sua família. Os soldados Paul Cortez e James Barker se declararam culpados de estupro e assassinato e foram condenados a até cem anos de prisão, embora possam ser colocados em liberdade condicional muito antes. Outro soldado, Bryan Howard, admitiu ter supervisionado as transmissões de rádio durante o incidente e recebeu uma sentença de cinco anos de prisão. Green, de 21 anos, ainda não foi julgado. Ele se declarou inocente dos crimes de homicídio, homicídio durante uma violação sexual com agravantes, conspiração, abuso sexual de um menor e obstrução à Justiça. Também foi acusado de tentar queimar os corpos das vítimas - a menor, seu pai, sua mãe e sua irmã de seis anos - para ocultar o crime. O cabo, que deu baixa no Exército por um problema de "transtorno de personalidade", pode ser condenado à morte se for declarado culpado.

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