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Spitzer pode ter gasto verba de campanha com prostitutas

'NYT' afirma que Procuradoria americana investiga três viagens do ex-governador de Nova York

Agências internacionais,

14 de março de 2008 | 08h01

Procuradores federais estão investigando se o ex-governador Eliot Spitzer teria usado fundos de campanha para financiar os seus encontros com prostitutas, incluindo pagamentos de hotéis e transporte, três pessoas ligadas ao processo afirmaram na edição desta sexta-feira, 14, do jornal The New York Times.  Veja também:A prostituta de US$ 4 mil que derrubou o governadorBrasileira é testemunha-chave no caso do governador de NYGovernador de NY pode ter licença de advogado cassadaEscândalos sexuais na política americana Autoridades da Justiça questionaram os advogados do governador sobre detalhes de três viagens, incluindo a de 13 de fevereiro, no dia em que se levou a prostituta de luxo Ashley Alexandra Dupré, a mulher conhecida como Kristen nos jornais no mundo todo, para um hotel em Washington, embora o transporte de pessoas de um Estado para outro "com propósitos imorais" seja considerado crime. A Procuradoria americana em Manhattan ainda quer saber sobre o uso de carros de aluguel durante sua estada em Washington. Os advogados do ex-governador começaram as consultas ao responsável pela tesouraria da campanha, que trabalhou por anos na organização política de Spitzer para checar se o dinheiro foi gasto em viagens, incluindo as feitas recentemente. O governador, que em duas breves declarações nesta semana afirmou que sua carreira política teria terminado, não tem respondido diretamente às alegações sobre a sua relação com as prostitutas. Mas, ele afirmou para apoiadores nos últimos dias que só requisitou os serviços nos últimos oito meses e que nunca gastou dinheiro de campanha ou público com prostituição.  Se dinheiro de campanha estiver envolvido no esquema do pagamento de prostitutas, o inquérito criminal será expandido, porque o uso da verba para fins pessoais é considerado ilegal. Pessoas envolvidas na arrecadação afirmaram na quinta-feira que não acreditam que o dinheiro tenha sido usado com esses fins. Michele Hirshman, uma das advogadas de Spitzer, não respondeu os comentários. Ainda não está claro se as duas outras viagens investigadas teriam sido financiadas com dinheiro do partido. Mais cedo, uma pessoa ligada ao serviço de acompanhantes afirmou que ele teria se encontrado com uma prostituta em Dallas, e um oficial também afirmou que Spitzer teve encontros com outra acompanhante na Flórida, durante suas viagens para arrecadar fundos para os democratas dos dois Estados. Denúncia brasileira A brasileira Andréia Schwartz, de 33 anos, foi apontada como a testemunha-chave que levou à descoberta do vínculo do governador de Nova York com uma rede de prostituição de luxo. Spitzer renunciou na quarta-feira após reconhecer ser cliente do Emperors VIP Club, cujas garotas cobravam de US$ 1 mil até US$ 5,5 mil por hora. O agora ex-governador teria utilizado a rede de serviço oito vezes em oito meses e gastado US$ 80 mil com os programas. Segundo o tablóide The New York Post, a capixaba, condenada em fevereiro por comandar um serviço de prostituição, foi informante na investigação federal. Segundo o jornal, Andréia esclareceu o método utilizado por Spitzer para remunerar a Emperors Club VIP. O governador fazia depósitos na conta de uma empresa fantasma, a QAT Consultoria. Os promotores "estavam investigando os milhares de dólares enviados por Spitzer para a QAT, mas até aquele ponto (até conversar com Andréia) eles não tinham notado que a QAT e a Emperors eram a mesma entidade", disse o Post. (Com Camila Viegas, de O Estado de S. Paulo e New York Times)

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