Strauss-Kahn chega a tribunal de Nova York, juiz deve liberá-lo

O ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn chegou a um tribunal de Manhattan nesta terça-feira para uma audiência em que o juiz deve rejeitar as acusações de assédio sexual contra ele.

DANIEL TROTTA, REUTERS

23 de agosto de 2011 | 12h31

O juiz de Nova York deve arquivar as acusações criminais contra Strauss-Kahn e ele ficará livre para retornar à França, já que os promotores pediram que o caso fosse abandonado devido à falta de credibilidade da suposta vítima.

O homem que já foi visto como um dos principais candidatos na próxima eleição presidencial na França receberá de volta seu passaporte e ficará livre de pendências na área criminal se o juiz do Supremo Tribunal do Estado de Nova York, Michael Obus, aceitar o pedido dos promotores de arquivamento do caso.

Apesar de o juiz ter a autoridade para manter vivo o processo, especialistas na área jurídica acreditam ser extremamente improvável que ele rejeite o pedido.

Os promotores da procuradoria-geral do distrito de Manhattan explicaram na segunda-feira que perderam a confiança na delatora, a camareira Nafissatou Diallo, imigrante de 32 anos da Guiné, que alegou que Strauss-Kahn a havia atacado em seu quarto em um hotel de luxo e a obrigado a realizar sexo oral.

Apesar de seu depoimento do ataque continuar firme, Diallo contou uma série de mentiras sobre seu passado e sobre o que aconteceu imediatamente após o incidente, supostamente ocorrido em uma suíte de 3 mil dólares, no hotel Sofitel em Nova York, em 14 de maio, o que minou sua credibilidade, disseram promotores.

As provas materiais não foram capazes de provar a falta de consentimento, deixando o caso na dependência da confiabilidade da acusadora.

O juiz rejeitou nesta terça-feira um pedido para nomear um promotor especial para o caso do ex-chefe do FMI, abrindo caminho para ele rejeitar as acusações de assédio sexual.

Advogados de Diallo tinham pedido um promotor especial, na segunda-feira, depois que os promotores de Manhattan pediram ao juiz a rejeição das acusações, citando a falta de credibilidade dela.

(Reportagem adicional de Basil Katz e Joseph Ax)

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