Strauss-Kahn comparece nesta segunda-feira diante de juiz em Nova York

Segundo advogado, depoimento foi adiado porque diretor-gerente do FMI iria se submeter a alguns exames forenses

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado ,

15 de maio de 2011 | 23h58

NOVA YORK -  O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, deve comparecer na manhã desta segunda-feira, 16, diante de um juiz na Côrte Criminal de Manhattan, em Nova York, após ter sido preso na madrugada de domingo sob acusações de agressão sexual e tentativa de estupro.

 

O depoimento foi esperado durante todo o domingo por dezenas de jornalistas que esperavam do lado de dentro e de fora da Côrte. Mas, por volta das 23h30(de Brasília), um de seus advogados, William Taylor, informou que Strauss-Kahn não compareceria, pois iria se submeter a exames forenses, sem especificar se seria para comprovação de DNA. Perguntado sobre como estava Strauss-Kahn, o advogado disse apenas: "Ele está 'ok', muito cansado, mas 'ok'."

 

Strauss-Kahn foi retirado de dentro do avião da Air France por policiais no final da tarde do último sábado, 14, antes que pudesse embarcar para Paris, e levado preso, horas depois, para um departamento policial no Harlem, na unidade especial que trata de acusações dessa natureza.

 

De acordo com a polícia, a vítima foi a camareira de um hotel em Nova York onde Strauss-Kahn estava hospedado. Por volta das 14h(de Brasília) do sábado, Strauss-Kahn teria saído do banheiro nu e surpreendido a camareira, que pensava estar sozinha no quarto. Segundo ela, ele teria partido para cima dela tentando tirar sua roupa íntima e forçá-la a fazer sexo oral. Depois de alguns tentativas, finalmente a camareira teria conseguido se desvencilhar de Strauss-Kahn, relatou o caso a outros funcionários do hotel, que então chamaram a polícia. Mas Strauss-Kahn já havia partido para o aeroporto John F. Kennedy. A diária do quarto onde Strauss-Kahn teria custado US$ 3 mil a diária, segundo relatos da imprensa americana.

 

Outros casos

Não é a primeira vez que Strauss-Kahn se mete em um escândalo sexual. Em 2008, pouco depois de assumir o comando do FMI, Strauss-Kahn teria se envolvido com uma subordinada. Após a funcionária relatar que o que houve entre eles foi "consensual", Strauss-Kahn pediu desculpas publicamente e prometeu que andaria na linha. Na época, ele foi chamado pelo jornal francês Le Journal du Dimanche de "o grande sedutor". No início de 2007, a jornalista Tristane Banon revelou que em 2002 Strauss-Kahn teria tentado estuprá-la, mas que acabou não prestando queixa na polícia. Aliás, Strauss-Kahn, de 62 anos, é casado com uma jornalista, Anne Sinclair, que afirmou ontem não crer "nem por um segundo" nas acusações que pesam contra seu marido.

Atualizado às 02h15.

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