Shannon Stapleton/AP
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Strauss-Kahn continuará preso em Nova York, sem direito à fiança

Advogado do diretor do FMI, que já defendeu Michael Jackson, disse que apelará da decisão

Luciana Antonello Xavier - Agência Estado

16 de maio de 2011 | 14h41

NOVA YORK - A juíza Melissa Jackson, da Corte Criminal de Manhattan, Nova York, decidiu nesta segunda-feira, 16, que o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, não terá direito a pagar fiança e continuará preso. O francês é acusado de agressão sexual, tentativa de estupro e por tentar manter em cárcere privado a camareira de um hotel na cidade, onde esteve hospedado até o último sábado.

 

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"Estamos decepcionados com a decisão", disse um dos advogados de Strauss-Kahn, Benjamin Brafman, o mesmo que já defendeu o cantor Michael Jackson. "O caso só começou. Provaremos a inocência de Strauss-Kahn. Vamos apelar da decisão e ele terá oportunidade de limpar seu nome", acrescentou Brafman.

 

De acordo com a polícia, por volta das 14 horas (de Brasília), no sábado, a camareira, cuja identidade não foi revelada, entrou na suíte que o francês estava, cuja diária é de US$ 3 mil, para limpá-la, pois achava que se encontrava vazia. De acordo com a acusação, Strauss-Kahn teria saído nu do banheiro e agarrado a camareira. Depois de várias tentativas, a camareira conseguiu escapar, saiu do quarto, avisou os funcionários do hotel e a polícia foi chamada. A esta altura, Strauss-Kahn já havia deixado o hotel rumo ao aeroporto John F. Kennedy.

 

A polícia conseguiu impedir que o avião em que o diretor do FMI estava decolasse e o retirou da aeronave. Strauss-Kahn foi considerado formalmente preso na madrugada de domingo.

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