Strauss-Kahn pede indenização de US$ 1 milhão a camareira

O ex-chefe do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn abriu um processo de 1 milhão de dólares contra a camareira de hotel que o acusou de agressão sexual, o que lhe custou o emprego e qualquer chance de ser eleito presidente da França.

REUTERS

15 Maio 2012 | 14h07

A polícia de Nova York prendeu Strauss-Kahn um ano atrás, quando a camareira Nafissatou Diallo o acusou de sexo oral forçado e de tentar estuprá-la em sua suíte de luxo no Hotel Sofitel, em Manhattan. Posteriormente, os promotores retiraram as acusações depois de perderem a confiança na credibilidade do Diallo.

O processo foi aberto na segunda-feira, dia em que o incidente completou um ano e véspera da posse de François Hollande -o socialista que assumiu a candidatura que Strauss-Kahn cobiçava- como presidente da França.

Strauss-Kahn negou as acusações, dizendo que o encontro sexual com Diallo foi consensual. Diallo, no entanto, processou Strauss-Kahn na Suprema Corte no bairro do Bronx, em Nova York, onde ela morava na época.

Strauss-Kahn nega todas as irregularidades no processo contra Diallo e a acusa de "consciente e intencionalmente fazer uma denúncia falsa às autoridades policiais".

O ex-chefe do FMI busca danos por sua detenção, que inclui tempo de prisão em Rikers Island, em Nova York, e prisão domiciliar em um bairro de Manhattan; por perder seu cargo de diretor-gerente do FMI; e por danos à sua reputação.

O processo busca ao menos 1 milhão de dólares em danos e mais uma quantidade indeterminada de danos punitivos.

(Reportagem de Daniel Trotta)

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