Suicídio entre militares dos EUA pode superar recorde de 2007

Pentágono afirma que número pode superar os 115 casos registrados entre oficiais no ano passado

Efe,

05 de setembro de 2008 | 12h25

Os suicídios de soldados do Exército dos Estados Unidos podem bater este ano os 115 casos registrados em 2007, que é a maior taxa desde que o levantamento começou a ser feito, em 1980, informou o Pentágono na quinta-feira, 4. Até 31 de agosto deste ano, 62 militares na ativa cometeram suicídio, enquanto outros 31 casos de possíveis estão sendo investigados, explicou o coronel Eddie Stephens, subdiretor de Recursos Humanos do Pentágono.   Trata-se de entre 13 e 15 casos a mais que no mesmo período de 2007. O secretário do Exército, Pete Geren, afirmou que os comandantes militares têm plena consciência de que as missões contínuas e repetidas provocaram maior estresse e ansiedade tanto nos soldados quanto em suas famílias, em referência ao Iraque, por exemplo. Por isso, o Exército quer se assegurar de que todos os soldados e as famílias recebam tratamento e atendimento adequado se precisarem.   "Estimamos uma média de 10 suicídios ao mês no Exército e se alguém faz o cálculo (...) isso me indica que, com quatro meses que faltam para acabar o ano, superaremos provavelmente os 115" casos, assinalou Stephens.   A fim de reduzir as altas taxas de suicídio, o Exército aumentou o número de psicólogos, outros especialistas em saúde mental e padres, e lançou um vídeo interativo para as tropas, explicou a brigadeiro-general Rhonda Cornum, ajudante do cirurgião-geral do Exército.   Adicionalmente, o Pentágono introduzirá, a partir de janeiro, um novo programa de formação porque observou que os soldados são treinados para reconhecer quando um companheiro tem um problema, mas não para reagir e resolvê-lo. "Não há problemas simples e não há soluções singelas. Não há nenhum programa que tenha sido realmente efetivo na hora de prevenir suicídios... o êxito será a soma de uma quantidade de pequenos passos", afirmou Cornum.

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