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Suicídios no Exército dos EUA batem recorde em 2008

O Exército dos EUA registrou em 2008 um recorde histórico de suicídios em suas fileiras, com um aumento de 11 por cento em relação ao ano anterior, refletindo a sobrecarga das Forças Armadas com as guerras do Iraque e no Afeganistão, segundo cifras preliminares divulgadas na quinta-feira. Pela primeira vez a taxa de suicídios entre militares superou a dos civis, levando a cúpula do Exército a anunciar uma campanha de treinamento e prevenção para identificar soldados vulneráveis. Mas as autoridades admitem que a tendência ocorre desde 2004, tanto na ativa quanto entre reservistas, apesar dos esforços em contrário. "Este é um desafio da maior importância para nós", disse o secretário do Exército, Pete Geren, a jornalistas. "Por que os números continuam subindo? Não sabemos dizer. Mas sabemos que em todo o Exército estamos comprometidos a fazer de tudo o que pudermos para resolver o problema", disse. Os dados mais recentes do Exército apontam 128 suicídios confirmados entre soldados da ativa em 2008, 13 a mais do que o recorde anterior, de 2005. Outras 15 mortes são suspeitas de suicídios, o que poderia elevar o total a 143. A taxa preliminar é, portanto, de 20,2 suicídios para cada 100 mil soldados. O último dado disponível para os civis de faixa etária e composição demográfica semelhantes, de 2005, é de 19,5 casos para cada 100 mil pessoas, segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças. Separadamente, o Corpo de Marines anunciou que os casos de suicídio em suas fileiras passaram de 33 em 2007 para 41 em 2008 (aumento de 28 por cento). Isso significa uma taxa de 19 suicídios para cada 100 mil marines. Os 128 suicídios confirmados no Exército incluem seis reservistas mobilizados e 13 membros da Guarda Nacional. O general Peter Chiarelli, subchefe do Estado-Maior do Exército, vai comandar a nova campanha contra os suicídios, entre meados de fevereiro e meados de junho. Além disso, o Exército vai gastar 50 milhões de dólares numa pesquisa sobre suicídios e comportamento suicida, em conjunto com o Instituto Nacional de Saúde Mental, um órgão federal.

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