Suicídios no Exército dos EUA superam marca de 20 anos

Mais de 100 soldados americanos se suicidaram ano passado

Efe

29 de maio de 2008 | 21h01

O Exército dos Estados Unidos registrou no ano passado o suicídio de 108 soldados, o número mais alto desde 1990, afirmaram hoje meios de comunicação locais citando um relatório militar. Um em cada quatro casos ocorreu em zonas de combate, completaram as fontes. Em 2006, o Exército americano registrou 102 suicídios em suas fileiras. Em 2005, houve 85, e, em 2004, foram 67, segundo o relatório do Pentágono, acrescentaram os meios de comunicação. O ano passado foi o mais violento nos conflitos do Afeganistão e do Iraque. O Pentágono estendeu de 12 para 15 meses o período de missões em zonas de combate nesses dois países, uma medida que será concluída este ano. Segundo o relatório, quase um de cada quatro soldados que cometeu suicídio o fez em sua primeira missão em zonas de combate no Afeganistão ou no Iraque. Aproximadamente a mesma proporção se suicidou sem ter ido a missão alguma no exterior, e 43% se mataram depois do retorno para casa. No Exército americano há 1,075 milhão de soldados, número que inclui 525 mil em atividade, 194 mil reservistas e 356 mil pertencentes à Guarda Nacional do Exército. Em março último, o Exército distribuiu em todas suas bases e unidades um folheto de prevenção de suicídio, no qual indicava que "desde o início da guerra global contra o terrorismo o Exército perdeu 580 soldados por suicídio, o equivalente a um batalhão de infantaria. Logo, o suicídio é a quarta maior causa de morte entre soldados, superada apenas por fogo do inimigo, acidentes e doenças", acrescentava o folheto.

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