Suposto nazista morre nos EUA antes de ser julgado

O suposto criminoso de guerra nazista Peter Egner morreu aos 88 anos, antes de responder a um processo em que a Sérvia pretendia revogar sua cidadania norte-americana.

REUTERS

31 de janeiro de 2011 | 21h58

Egner, que era acusado de ter trabalhado como guarda em trens que levavam presos ao campo de extermínio de Aschwitz, morreu na semana passada num asilo em Bellevue, no Estado de Washington (noroeste dos EUA), segundo uma funcionária do local. A causa da morte não foi esclarecida.

Robert Gibbs, advogado de Egner, e o Departamento de Justiça dos EUA não quiseram comentar a morte do suspeito, que entrou no país em 1960 e recebeu cidadania em 1966.

Nascido na Iugoslávia em uma família alemã, Egner era desde abril de 2010 alvo de um mandado internacional de prisão expedido pela Sérvia. Em 28 de novembro, Belgrado solicitou formalmente sua extradição.

Egner admitia ter participado da estrutura nazista de segurança, mas negava ter cometido crimes de guerra.

O Departamento de Justiça havia solicitado a uma corte federal que revogasse a naturalização de Egner, com base nas evidências de que ele teria participado de uma unidade móvel de execução nazista, envolvida na morte de mais de 17 mil civis sérvios, principalmente ciganos, judeus e adversários políticos, entre 1941 e 1943. O processo deveria começar em 22 de fevereiro.

O Centro Simon Wiesenthal, de Los Angeles, considerava Egner como o mais relevante criminoso nazista sabidamente residente nos EUA.

(Reportagem de Laura L. Myers)

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