Supostos espiões russos comparecerão a tribunais nos EUA nesta quinta

Audiências irão decidir se dez pessoas presas serão liberadas após pagamento de fiança

Efe,

30 de junho de 2010 | 21h25

NOVA YORK- Os dez supostos espiões ligados à Rússia que foram detidos esta semana nos Estados Unidos comparecerão nesta quinta-feira, 1º de julho, a tribunais nos estados americanos de Nova York, Virgínia e Massachusetts para responder às acusações contra eles.

 

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Os presos nos estados de Nova Jersey e Nova York comparecerão a um tribunal federal em Manhattan para uma audiência na qual, entre outros detalhes, saberão se o juiz os deixará em liberdade depois do pagamento de uma fiança ou se a possibilidade será negada, disseram hoje à Agência Efe fontes da Procuradoria.

 

Entre eles está a jornalista peruana Vicky Peláez e seu marido, de origem uruguaia, Juan Lázaro, além de Richard e Cynthia Murphy e da cidadã russa Anna Chapman, dona de uma agência imobiliária e conhecida na vida social nova-iorquina.

 

Além disso, é esperado o comparecimento em Massachusetts de Tracey Lee Ann Foley e Donald Howard Heathfield, assim como de Michael Zottoli, Patricia Mills e Mikhail Semenko, a um tribunal federal no estado da Virgínia, onde foram detidos.

 

Nenhum deles foi acusado de espionagem ou de terem obtido material secreto dos EUA, mas de lavagem de dinheiro e de conspiração para atuar como agentes de um governo estrangeiro sem informar ao Departamento de Justiça. Esses crimes podem levar a penas máximas de 20 e de cinco anos de prisão, respectivamente.

 

A detenção de Vicky de e seu marido chocou a comunidade hispânica de Nova York, devido ao perfil público da jornalista, que escrevia em uma coluna de opinião do jornal em espanhol El Diário / La Prensa.

 

A jornalista ficou famosa por defender os líderes progressistas latino-americanos, especialmente o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e os irmãos Castro de Cuba. Ela também critica duramente o neoliberalismo e as políticas do governo americano frente aos países latino-americanos.

 

O filho mais velho de Vicky, Walter Marechal, disse que as acusações contra sua mãe são "absurdas" e que a única relação da mulher com a Rússia é seu gosto pela música do compositor Piotr Ilich Chaikovski.

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