Supremo dos EUA permite execuções através de injeção letal

Tribunal nega pedido de condenados que afirmaram que método é punição cruel por causar sofrimento

Reuters,

16 de abril de 2008 | 12h58

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou na quarta-feira, 16, uma apelação contra o coquetel letal de três drogas usado na maioria das execuções feitas nos Estados Unidos nos últimos 30 anos. Por 7 votos a 2, o tribunal negou o pedido de dois presos de Kentucky que estavam no corredor da morte. Eles argumentaram que o método da injeção letal viola o veto constitucional a punições cruéis e incomuns, ao causar dor e sofrimento desnecessários.       Veja também: Alemão cria 'máquina de suicídio' para doentes terminais"Nós também concordamos que os requerentes não assumiram a responsabilidade de mostrar o risco de dor, devido à mal administração de um protocolo reconhecido de injeção letal humana, e que a falha em adotar alternativas ainda não experimentadas ou testadas constitui uma punição cruel e incomum", escreveu o magistrado John Robert. Os que são contra a pena de morte argumentaram que o condenado pode sofrer de dor intensa, sem conseguir verbalizá-la, caso seja administrada uma dose pequena do anestésico. Alguns Estados norte-americanos começaram a utilizar a injeção letal de três drogas em 1978, como alternativa aos históricos métodos de execução -- eletrocussão, câmara de gás, enforcamento e fuzilamento. Mas, nos últimos anos, houve execuções por injeção letal malfeitas na Flórida e na Califórnia, nas quais os condenados demoraram até 30 minutos para morrer. As execuções nos Estados Unidos no ano passado caíram para 42, o menor número em 13 anos, e foram temporariamente suspensas desde que a corte concordou, em setembro, em analisar o caso. Com a decisão judicial, o caminho está aberto para que as execuções sejam retomadas.  

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