Suspeito confessa ter matado menino de NY em 1979, diz polícia

Policiais detiveram nesta quinta-feira um homem de Nova Jersey que disseram ter confessado o assassinato do menino de 6 anos Etan Patz em 1979, em um caso que chamou a atenção nos Estados Unidos para a situação das crianças desaparecidas e frustou agentes federais por mais de três décadas.

BARBARA GOLDBERG, REUTERS

24 Maio 2012 | 21h14

O comissário Raymond Kelly disse que Pedro Hernández, de 51 anos, confessou ter asfixiado o menino no porão de um pequeno mercado, onde Hernández trabalhou como repositor de produtos e, em seguida, descartou o corpo em um saco plástico que jogou no lixo.

Hernández será acusado de assassinato em segundo grau, afirmou Kelly, coroando um dia de acontecimentos dramáticos no caso. Na sexta-feira será o 33o aniversário do desaparecimento do menino de bairro Soho, em Nova York.

A prisão aconteceu um dia depois que a polícia pegou Hernández em Camden, Nova Jersey, para interrogatório no caso. Ele admitiu o assassinato ao ser questionado, pareceu ter "remorso" e expressou "uma sensação de alívio", segundo Kelly.

Embora o menino tenha sido declarado oficialmente morto em 2001, a procuradoria do Distrito de Manhattan reabriu o caso em 2010 e investigadores inspecionaram o porão em abril à procura de roupas e restos humanos após um cão farejador ter sentido algo no local.

Em 25 de maio de 1979, os pais de Patz permitiram que o menino fosse pela primeira vez sozinho até o ponto de ônibus, a duas quadras de distância, e nunca mais viram o filho.

Patz foi uma das primeiras crianças nos Estados Unidos a ter sua foto estampada em caixas de leite e seu caso ajudou a estimular uma intensa campanha nacional de sensibilização para crianças desaparecidas na década de 1980.

(Reportagem adicional de Dave Warner, Edith Honan, Basil Katz, Joseph Ax, Chris Francescani e Michelle Nichols)

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