Suspeito de atirar em templo nos EUA era ligado a banda racista

O atirador que matou seis pessoas em um templo sikh no sul do Wisconsin era um ex-recruta norte-americano, disse uma autoridade nesta segunda-feira. Um monitor de extremistas contou que o atirador tinha ligações com grupos racistas.

BRENDAN OBRIEN, Reuters

06 de agosto de 2012 | 13h26

O atirador, identificado como Wade Michael Page, matou seis pessoas e deixou três gravemente feridas, incluindo um policial, no templo sikh de Wisconsin no domingo, enquanto os fieis se preparavam para os serviços religiosos. A polícia matou a tiros o atirador.

Segundo o chefe de polícia de Wisconsin, John Edwards, Page, de 40 anos, era um ex-soldado, de 1992 a 1998. Em dado momento, Page esteve alocado em Fort Bragg, na Carolina do Norte.

Autoridades disseram que estavam tratando o ataque como um ato de terrorismo doméstico.

Wade tinha sido um membro da banda racista skinhead End Apathy, com sede em Fayetteville, Carolina do Norte, em 2010, disse Heidi Beirich, diretora do projeto de inteligência do Southern Poverty Law Center, em Montgomery, Alabama.

Wade também tentou comprar mercadorias da Aliança Nacional, um grupo neonazista, em 2000, disse ela.

"Isso é tudo que sabemos sobre Wade. Nós ainda estamos procurando em nossos arquivos", afirmou.

Uma autoridade dos EUA, que pediu para não ser identificada, confirmou que Wade tinha sido do serviço militar e disse que isso foi antes dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

O suspeito "vivia em uma comunidade vizinha à nossa, estamos fazendo uma checagem das últimas 24 horas, apenas para obter alguma ideia do que ele estava pensando, o que estava fazendo", contou Edwards.

Wisconsin tem algumas das leis de armas mais permissivas no país. O Estado aprovou uma lei em 2011 permitindo que os cidadãos carregassem uma arma escondida.

Jagjit Singh Kaleka, irmão do presidente do templo, que estava entre os seis sikhs mortos, disse que não tinha ideia do motivo do ataque.

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