Suspeito de enviar cartas ameaçadoras vai a tribunal nos EUA

Um homem suspeito de enviar cerca de 100 cartas ameaçadoras aos membros do Congresso e para a mídia no mês passado fez sua primeira aparição na segunda-feira em um tribunal federal no Estado de Washington, onde um juiz ordenou que ele fosse enviado de volta para Oregon.

REUTERS

13 de março de 2012 | 10h13

O envio em massa dos envelopes ameaçadores, que foram postadas em Portland e que continham uma substância branca em pó, mais tarde determinada como inofensiva, desencadeou um alerta de segurança no Congresso e entre vários meios de comunicação.

As autoridades têm ainda de discutir um possível motivo para o envio das cartas.

O indiciamento federal feito na última sexta-feira contra Christopher Lee Carlson, de 39 anos, acusou-o de enviar uma mensagem ameaçadora para um membro do Congresso e de enviar uma carta para um senador ameaçando usar uma arma biológica.

Se condenado por ambos os delitos, Carlson, que as autoridades afirmaram que residia nos arredores de Portland, Vancouver e Washington, enfrenta uma pena máxima combinada de 15 anos de prisão.

Ele foi preso em sua casa na sexta-feira. Com a barba por fazer e vestindo uma camiseta branca e calças caqui para sua breve aparição no tribunal em Tacoma, na segunda-feira, Carlson reconheceu que entendeu as acusações e renunciou ao seu direito a uma audiência de identidade.

O juiz Richard Creatura, em seguida, assinou uma ordem de transferência que irá manter Carlson na prisão até que ele seja entregue às autoridades no Oregon. Nenhum procedimento novo foi imediatamente agendado para o caso.

As cartas ameaçadoras começaram a aparecer no Capitólio e em escritórios de legisladores em 22 de fevereiro. Diversas organizações de mídia e programas de televisão, incluindo "The New York Times", "National Public Radio" e "The Daily Show com Jon Stewart", também receberam as cartas.

Em 2001, na esteira dos ataques de 11 de setembro ao World Trade Center e ao Pentágono, cartas com antrax foram enviadas para vários meios de comunicação e escritórios do Senado.

Cinco pessoas foram mortas e 17 ficaram doentes com aquelas cartas, que foram localizadas por investigadores federais e ligadas a um cientista solitário do Exército dos Estados Unidos que cometeu suicídio em 2008.

(Reportagem de Bill Rigby e Teresa Carson)

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