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Suspeito de explosões em Boston é formalmente acusado no hospital

Jovem de origem chechena está internado em hospital, onde foi comunicado do indiciamento

O Estado de S. Paulo,

22 de abril de 2013 | 14h28

(Atualizada às 16h19) BOSTON -Autoridades americanas fizeram nesta segunda-feira, 22, acusações formais contra Dzohkhar Tsarnaev, suspeito pelo atentado na Maratona de Boston. O jovem de origem chechena naturalizado americano, de 19 anos, estava deitado na cama de um hospital da cidade em estado grave quando foi comunicado do indiciamento, disse um funcionário da Justiça federal dos EUA.

"Foi apresentada uma denúncia", disse o oficial Gary Wente, acrescentando que um juiz estava presente quando Tsarnaev foi acusado em sua cama no hospital. Por ter sido baleado na garganta, segundo a polícia, Dzhokhar não tem condições de ser interrogado ainda.  "Não sabemos se seremos capazes de questioná-lo", admitiu o prefeito de Boston, Thomas Menino.

Segundo a denúncia formal, os suspeitos do atentado deram um recado assustador ao homem de quem roubaram um carro perto da meia-noite de quinta-feira para fugir da polícia: "Você ouviu sobre a explosão em Boston? Eu fiz aquilo", teria dito um dos suspeitos.

De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, Tsarnaev será julgado em um tribunal civil, já que não foi qualificado como "combatente inimigo", o que o colocaria em uma corte militar. "Ele não será tratado dessa maneira. De acordo com a lei, cidadãos americanos não podem ser julgados por militares", disse Carney. "É importante lembrar que desde 11 de setembro de 2001 recorremos ao sistema judicial federal para prender e condenar centenas de terroristas. O sistema mostrou que pode cuidar com êxito dessas demandas." 

Pela manhã, Khaterine Russel Tsarnaev,  viúva do irmão de Dzhokhar, Tamarlan - morto pela polícia ao ser identificado como um dos suspeitos - disse por meio de seu advogado que estava trabalhando na hora do atentado e ficou sabendo que o marido estava sendo procurado pela televisão. Segundo Amato de Luca, ela não percebeu nada estranho com o marido. Katherine se mudou para casa dos pais, em Rhode Island, depois da morte de Tamerlan. "A única coisa que posso dizer é que já estou falando com os investigadores", afirmou o advogado.

Na república russa do Daguestão, parentes de Tamerlan dizem que o sobrinho, que esteve na região no ano passado e foi interrogado pelo FBI a pedido do governo russo, não era um radical islâmico. "Ele era interessado em religião, mas nunca foi um fanático", disse sua tia Patimat Suleimanova.

Até a tarde de hoje, pelo menos metade dos 180 feridos no atentado na maratona ainda estavam feridos. A explosão de bombas caseiras montadas a partir de duas panelas de pressão deixou ao menos dois mortos. Uma cerimônia hoje marca o aniversário de uma semana do ataque. / REUTERS, AP E WASHINGTON POST

Veja a denúncia apresentada:

 

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