Suspeito de vazar documentos está sob custódia do Exército americano

Comandante do Exército americano acusa fundador da Wikileaks de ter sangue nas mãos

estadão.com.br

30 de julho de 2010 | 09h00

 

WASHINGTON - O suspeito do vazamento de 91 mil documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão publicados no último fim de semana por meio do site "Wikileaks", o analista de inteligência do Exército americano Braley Manning, foi transferido para uma base na Virginia, onde permanecerá em confinamento até que o Exército decida sobre o julgamento.

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Manning, que já era suspeito de vazar outros materiais confidenciais, serviu em uma pequena base nos arredores de Bagdá.

Na quinta-feira, o Pentágono anunciou que o FBI o ajudará nas investigações para descobrir o responsável pelo vazamento. "É importante contar com todos os recursos disponíveis para investigar e resolver esta brecha em nosso sistema de segurança", disse Gates em entrevista coletiva na qual esteve acompanhado pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, o almirante Mike Mullen.

Mullen fez duras críticas ao fundador do Wikileaks, Julian Assange. "Ele pode dizer o que quiser sobre o bem maior que ele pensa estar fazendo, mas a verdade é que ele pode ter sangue de jovens soldados, ou de uma família afegã nas mãos", disse o almirante. O chefe do Estado Maior lamentou ainda que esses documentos "que fazem referência a uma guerra que está em curso" tenham sido divulgados.

Assange afirmou em entrevista à Australian Broadcasting que tentou contatar a Casa Branca, tendo o The New York Times como intermediário para oficiais do governo analisarem os documentos, para que pessoas inocentes não fossem envolvidas. Segundo ele, não houve resposta.

Gates disse também que seu Departamento aplicou medidas para evitar que se volte a repetir um vazamento como este, devido às consequências que pode ter para os soldados que combatem no país

Entre as medidas adotadas, Gates assinalou novos procedimentos para distribuir e acessar informações confidenciais.

Segundo ele, será feito um esforço para "fortalecer os canais de segurança e fornecer a nossos soldados a segurança que necessitam no campo de batalha". Gates não respondeu nenhuma pergunta sobre como será realizada a investigação "para não interferir no transcurso da mesma".

No entanto, segundo explicações do ex-promotor Joseph Di Genova à rede "MSNBC", a investigação pode incluir a vistoria de e-mails, cartas e ligações privadas tanto de pessoal civil como militar do Pentágono, assim como dos soldados mobilizados no Afeganistão.

 

Com informações da Efe e da AP

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