Suspeitos de atentado em Boston mostravam poucos sinais de radicalismo

Os suspeitos dos atentados contra a Maratona de Boston são irmãos de origem chechena que passaram a maior parte de suas vidas longe da região separatista russa e que mostravam poucos sinais de radicalismo desde que chegaram aos Estados Unidos.

Reuters

19 de abril de 2013 | 13h31

Muito pouco se sabe sobre Dzhokhar e Tamerlan Tsarnaev, classificados por uma autoridade de segurança dos Estados Unidos como suspeitos dos atentados a bomba que mataram três pessoas e feriram 176, na segunda-feira.

Tamerlan, de 26 anos, que chegou a ser pugilista amador, foi morto em um tiroteio na noite de quinta-feira. Dzhokhar, de 19 anos, descrito como um aluno discreto na escola, é alvo de enorme caçada empreendida pela polícia nesta sexta-feira.

Dzhokhar disse em sua página no VK, um site de rede social em russo, que estudou numa escola primária em Makhachkala, capital do Daguestão, uma província na região do Cáucaso, na Rússia, que faz fronteira com a Chechênia.

Ele graduou-se em 2011 em uma escola pública perto da Universidade de Harvard, em Cambridge. Sua "visão de mundo" é listada como "islã" e sua "prioridade pessoal" é "carreira e dinheiro".

Ele se matriculou na faculdade Dartmouth, no Massachusetts. Um ex-colega de classe, chamado Eric Machado, disse à CNN que Dzhokhar não mostrava "sinais indicadores de comportamento malicioso".

"Nós festejávamos. Nós saíamos. Éramos bons amigos de escola", disse ele.

Machado lembrou que Dzhokhar uma vez disse algo em uma conversa sobre terrorismo, mas não havia "nenhuma evidência que levaria qualquer um de nós a acreditar que ele seria capaz disso".

Mas, apesar de um ex-colega anônimo descrevê-lo à estação de televisão de Boston WBZ como o "palhaço da turma", sua página no VK mostrava links para sites islâmicos e outros que pedem a independência chechena.

Tamerlan, um estudante da Faculdade Bunker Hill, tinha treinamento como pugilista. Depois de ganhar uma luta pelo torneio amador Golden Gloves disputada em Lowell, Massachusetts, em 2004, ele disse ao jornal local: "Eu gosto dos EUA... A América tem um monte de empregos."

"Isso é algo que a Rússia não tem. Você tem uma chance de ganhar dinheiro aqui se você estiver disposto a trabalhar".

(Por Ian Simpson)

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