Suspeitos de tramar atentado ferroviário no Canadá vão a tribunal

Dois homens acusados de envolvimento em um suposto complô da Al Qaeda contra um trem de passageiros no Canadá compareceram na terça-feira à primeira audiência judicial do caso, e o advogado de um deles disse que seu cliente irá contestar as acusações vigorosamente.

ALLISON MARTELL E RANDALL PALMER, Reuters

23 de abril de 2013 | 21h00

Raed Jaser, de 35 anos, e Chiheb Esseghaier, de 30, foram detidos na segunda-feira em duas ações que, segundo a polícia, estavam relacionadas a uma investigação iniciada em meados de 2012, após denúncia de um membro da comunidade muçulmana.

Jaser foi preso na sua casa, na zona norte de Toronto, e Esseghaier em um McDonald's da principal estação ferroviária de Montreal.

Autoridades dos Estados Unidos dizem que os suspeitos trabalharam em um plano que envolveria a explosão de uma ponte no lado canadense da fronteira quando um trem Maple Leaf (conexão diária da empresa Amtrak entre Toronto e Nova York) passasse pelo local.

A polícia canadense limitou-se a dizer que o complô envolveria um trem de passageiros na região de Toronto. As autoridades disseram que os trens e passageiros não chegaram a estar diretamente ameaçados.

Jaser, barbado e usando boné preto, chegou ao tribunal da Prefeitura Velha de Toronto em um carro da polícia. A imprensa foi proibida de dar detalhes da audiência.

"Ele nega as acusações e irá se defender vigorosamente delas", disse seu advogado, John Norris, em frente ao tribunal. Segundo ele, seu cliente está em estado de "choque e descrença".

Norris disse que o sigilo judicial sobre o caso o impede inclusive de revelar a nacionalidade de Jaser, mas ele informou que seu cliente reside no Canadá há 20 anos.

Já Esseghaier, um tunisiano que faz doutorado na região de Montreal, foi levado de avião na segunda-feira para Toronto, mas logo voltou a Montreal, por causa da exigência judicial de que comparecesse a um tribunal da província de Québec em até 24 horas depois da sua detenção.

De barba e óculos, vestindo casaco azul e preto e com algemas nas mãos e pernas, ele disse ao juiz que as acusações contra ele se baseiam em fatos e palavras que "são só aparências".

Esseghaier não contou com advogado para a audiência, e nesse caso não houve exigência de sigilo.

O promotor Richard Roy disse que o acusado deve ser novamente levado a Toronto ainda na terça-feira, para se apresentar a um tribunal de lá.

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