Tea Party emplaca dois senadores

Ascensão do bloco conservador pode complicar estabelecimento de acordos no Congresso

Reuters

03 Novembro 2010 | 06h05

O senador eleito pela Flórida Marco Rubio, um dos representantes do Tea Party.

 

WASHINGTON - O bloco ultradireitista Tea Party, a vertente mais conservadora do Partido Republicano nos EUA, conseguiu eleger dois candidatos ao Senado e ajudou a oposição a conquistar mais espaço no Parlamento após as eleições desta terça-feira, 2.

 

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Marco Rubio, eleito pelo Estado da Flórida, e Rand Paul, por Kentucky, serão os representantes do movimento no Congresso. O grupo, porém, não conseguiu eleger sua principal representante, a candidata Christine O'Donnell, de Delaware, onde venceu o democrata Christopher Coons.

 

O Tea Party teve uma participação significativa na campanha das eleições de meio de mandato em 2010. O bloco fez duras críticas à política do governo de Barack Obama e impulsionou a candidatura de políticos republicanos. O partido de oposição retomou a maioria na Câmara e avançou no Senado, além de ter ganho o governo de vários Estados antes controlados por democratas.

 

O bloco Tea Party pode se provar uma dor de cabeça para democratas no próximo ano e dificultar qualquer tentativa de estabelecer compromissos. "Há uma onda de adesão ao Tea Party e nós estamos enviando uma mensagem. Uma mensagem de sanidade fiscal, de que vamos buscar um governo constitucional limitado e um orçamento equilibrado", disse em seu discurso de vitória, disse Rand.

 

Rubio também enviou sua mensagem. "Nós cometeremos um grave erro se acreditarmos que hoje esses resultados são de alguma forma um abraço do Partido Republicano ", disse em seu discurso de vitória. "O que eles são é uma segunda chance, uma segunda oportunidade para os republicanos de serem o que antes diziam ser", disse, acrescentando que "a nação está indo na direção errada, e ambas as partes (republicanos e democratas) são culpadas".

 

O Tea Party é um grupo de eleitores e políticos insatisfeitos com os gastos do governo e os impostos. Os adeptos também se opõem em parte às políticas republicanas. Seus adeptos pedem a revisão da reforma de saúde promovida por Obama

Falta de debate

A comissão de estudos do déficit dos EUA deve divulgar suas recomendações em dezembro. Com representantes no Congresso, o Tea Party acredita que poderia fornecer uma voz poderosa na debate. "Estamos no meio de uma crise e as pessoas querem saber por que temos de equilibrar o nosso orçamento (em Kentucky) e não (em Washington) ", disse Paul.

Insatisfeitos com o presidente Obama e outros democratas, adeptos do Tea Party também sentem que o Partido Republicano abandonou seus princípios conservadores, embora a oposiçã oseja a principal apoiadora do grupo ultradireitista.

 

Alguns republicanos apóiam o Tea Party para evitar uma divisão e a criação de uma terceira força política no país. a divisão e tornando-se um terceiro partido político. A líder do grupo, ex-senadora do Alasca Sarah Palin, porém, disse que é hora de os dois lados resolverem suas diferenças. "Há uma missão comum missão entre o Tea Party e o Partido Republicano", disse ela à Fox News.

 

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