Técnicos do MIT teriam ajudado no caso WikiLeaks, diz hacker

Suspeito de vazar documentos teriam recebido assistência para usar software de decodificação

estadão.com.br

02 de agosto de 2010 | 11h09

WASHINGTON - O hacker Adrian Lamo, que ajudou as autoridades federais dos EUA a identificar o soldado Bradley Manning como principal suspeito por trás do vazamento de documentos secretos na semana passada, disse que dois homens da área de Boston disseram-lhe ter ajudado o militar a ter acesso ao material. As informações são da rede de notícias CNN.

 

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Lamo disse que os dois homens são do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), mas se recusou a identificá-los porque teria sido ameaçado. Um dos homens supostamente disse ao hacker que teria ensinado Manning a usar softwares de decodificação.

 

Manning, analista de inteligência do Exército, está detido. Ele é acusado também de deixar vazar um vídeo de um ataque aéreo das tropas americanas contra civis iraquianos através do site WikiLeaks, meio pelo qual também foram divulgados os documentos secretos.

 

Lamo diz que os dois homens com quem falou trabalham para o WikiLeaks. Além disso, ambos têm ligações tanto com o hacker quanto com Manning pelo Facebook. O WikiLeaks, questionado sobre o suposto diálogo de seus membros com Lamo, informou que, "por medidas de segurança, a identidade de fontes não é discutida".

 

O jornal New York Times reportou no sábado que investigadores do Exército devem expandir o inquérito e incluir parentes e amigos que supostamente teriam ajudado Manning. O jornal citou especificamente dois civis interrogados pela divisão criminal do Exército. As fontes disseram que os militares acreditam que eles tenham ligações com o caso, o que negaram ao New York Times.

 

Já o Boston Globe entrevistou uma recém graduado do MIT que disse ter se encontrado com Manning em janeiro e trocado cerca de dez emails com ele sobre assuntos de segurança. A fonte, porém, negou qualquer participação no caso, mas admitiu ter sido interrogada pelo Exército há alguns meses sobre a ajuda de hackers a Manning.

 

A porta-voz do MIT, Patti Richards, disse à CNN que o instituto "está monitorando a situação de perto, mas não comentará o caso". O advogado de Manning não foi encontrado para esclarecer as declarações de Lamo.

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