Ted Kennedy deixa hospital após retirada de tumor cerebral

Senador democrata de 76 anos recebe alta e volta para casa uma semana depois de procedimento cirúrgico

Efe e Associated Press,

09 de junho de 2008 | 14h03

O senador americano Edward Kennedy deixou o hospital nesta segunda-feira, 9, após ser operado na última semana por causa de um tumor no cérebro. Usando um chapéu, Ted Kennedy afirmou aos jornalistas que "é bom estar em casa"   Veja também: Veja o perfil do senador Ted Kennedy   Ted Kennedy, de 76 anos, passou por uma complicada operação, há uma semana na Universidade Duke (Carolina do Norte), de três horas e meia, para tirar um tumor cerebral maligno. Após o procedimento, o senador será tratado com quimioterapia e radioterapia no Hospital Geral de Boston.   O senador, que representa Massachusetts, disse que, apesar de sua doença, já expressou sua intenção de querer continuar na política. Na semana passada afirmou em um comunicado sua intenção de se recuperar para continuar com seu apoio ao candidato democrata Barack Obama em sua corrida presidencial. "Uma vez que complete o tratamento espero retornar ao Senado dos Estados Unidos e fazer todo o possível para ajudar Barack Obama a ser eleito como nosso próximo presidente", declarou.   Kennedy teve o câncer diagnosticado no dia 17 de maio após sofrer convulsões enquanto passeava com seus dois cachorros em sua casa de Hyannis Port. A decisão de realizar a operação foi mantida em segredo até o dia da mesma. O filho mais novo de Kennedy, o congressista de Rhode Island Patrick Kennedy, havia informado ao Providence Journal que o senador iria para a casa em Hyannis Port, em Cape Cod (Massachusetts), para descansar e se recuperar.   O senador democrata é o único sobrevivente dos quatro irmãos Kennedy - Joseph morreu em um acidente de avião em 1944, durante a 2ª Guerra; o presidente John foi assassinado em 1963; e o senador Robert foi morto em 1968. Ted foi eleito em 1962 e está em seu oitavo mandato. Ele é o segundo senador americano há mais tempo no cargo - depois do democrata Robert Byrd, de 90 anos, no Senado desde 1959.   No Senado, Ted se destacou por ter participado de votações históricas, como o Ato de Direitos Civis, de 1964, e por sua defesa de temas populares entre a ala mais à esquerda do Partido Democrata, como o salário-mínimo e seguro-saúde. Ele também se destacou por procurar implementar projetos de lei que contaram com o apoio de membros da oposição republicana. Ele foi o co-autor de um malogrado plano de imigração, defendido por ele e pelo também senador e candidato presidencial John McCain.   Em 1980, Ted Kennedy entrou na corrida para a Casa Branca, mas foi derrotado pelo então presidente Jimmy Carter na disputa pela candidatura democrata. Sua candidatura foi prejudicada pela polêmica em torno de um acidente de carro que ele sofreu em 1969 em Chappaquiddick, uma pequena ilha próxima do balneário de Martha's Vineyard. O carro que ele dirigia caiu de uma ponte. Sua assessora Mary Jo Kopechne morreu no acidente. Kennedy deixou o local e só avisou as autoridades no dia seguinte. Analistas consideram que a controvérsia sobre a responsabilidade de Kennedy e sua demora em comunicar o acidente às autoridades sepultou qualquer chance de o democrata chegar à Presidência.

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