Tempestade Sandy atinge os EUA e paralisa Nova York; 13 mortos

Sandy, uma das maiores tempestades a atingir os Estados Unidos em todos os tempos, golpeou a Costa Leste do país nesta terça-feira, provocando alagamentos com níveis recordes de água em Nova York, deixando milhões de pessoas sem luz e provocando a suspensão do transporte público na maior parte da região.

ANNA LOUIE SUSSMAN E MICHAEL ERMAN, Reuters

30 de outubro de 2012 | 07h45

Pelo menos 13 pessoas morreram nos Estados Unidos pela passagem de Sandy, de acordo com autoridades e reportagens. Mais de 1 milhão de pessoas em 12 Estados tinham ordens de retirada de locais de risco, enquanto a tempestade gigantesca, que perdeu a força de furacão pouco antes de atingir Nova Jersey na segunda-feira, avançava do litoral para o interior.

ma empresa de previsão de desastres estimou perdas econômicas de até 20 bilhões de dólares em consequência de Sandy, apenas metade segurada.

A tempestade também desacelerou a campanha presidencial em um momento decisivo antes da votação na próxima semana e fechou os mercados dos EUA por dois dias.

Sandy, que é especialmente preocupante por causa de seus ventos de grande alcance, provocou um aumento recorde do nível da água de 4,2 metros no centro de Manhattan, bem acima do recorde anterior, de 3 metros, registrado durante o furacão Donna, em 1960, de acordo com o Serviço Nacional Meteorológico.

A água invadiu o sistema de metrô e túneis que correm sob os rios ao redor de Manhattan, despertando preocupações de que a capital financeira mundial possa ficar paralisada por dias.

Ventos com força de furacão de até 145 km/h foram registrados, de acordo com Jeffrey Tongue, meteorologista em Brookhaven, Nova York.

"Acreditamos que será uma tempestade que acontece uma única vez na vida", disse Tongue.

Grandes áreas de Nova York estavam às escuras sem energia e o transporte na área metropolitana foi interrompido.

"Em 108 anos, nossos funcionários nunca enfrentaram um desafio como o que nos confronta agora," disse o presidente da Autoridade de Transporte Metropolitano (MTA), Joseph Lhota, em um comunicado.

Pode demorar de 14 horas a quatro dias para retirar a água dos túneis inundados do metrô, de acordo com a MTA.

"Os danos foram geograficamente muito espalhados em todo o metrô e ônibus", disse o porta-voz da MTA Aaron Donovan.

As inundações sem precedentes prejudicaram os esforços para combater um grande incêndio em uma ilha da cidade, Breezy Point, no bairro do Queens, informaram os bombeiros. Mais de 170 bombeiros combateram um incêndio que destruiu mais de 50 casas.

Duas pessoas morreram em Nova York -- um homem em uma casa atingida por uma árvore e uma mulher que levou um choque ao pisar numa poça. Duas outras pessoas morreram no subúrbio de Westchester County, ao norte de Nova York, e uma morte em um acidente de carro em Massachusetts foi responsabilizada, em parte, pelo mau tempo.

Dois outros foram mortos em Maryland em incidentes relacionados à tempestade, de acordo com as autoridades estaduais, e houve mortes também em Connecticut, Nova Jersey, Pensilvânia e Virgínia Ocidental, segundo a CNN.

A polícia de Toronto, no Canadá, também registrou uma morte -- uma mulher atingida por escombros.

Cerca de 6,8 milhões de pessoas em vários Estados ficaram sem energia elétrica por causa do temporal, que atingiu o continente na segunda-feira em Atlantic City, Nova Jersey.

(Reportagem adicional de Edith Honan, Greg Roumeliotis, Janet McGurty, Scott DiSavino e Martinne Geller, em Nova York, e Tabassum Zakaria, em Washington)

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