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Tenda beduína de Kadafi cria polêmica na 1ª viagem aos EUA

Senador está preocupado com desejo do presidente líbio de ficar perto das famílias das vítimas de Lockerbie

Efe,

25 de agosto de 2009 | 08h21

Autoridades federais e estaduais de Nova Jersey, nos EUA, expressaram na segunda-feira, 24, sua rejeição à possibilidade de que o presidente da Líbia, Muammar Kadafi, erga a tradicional tenda beduína em uma propriedade do governo líbio em Englewood, cidade localizada no estado e muito próxima a Nova York, onde o chefe do país árabe estará em setembro por conta da Assembleia Geral da ONU.

 

O senador democrata por Nova Jersey, Frank R. Lautenberg, pediu ao Departamento de Estado americano que restrinja o visto do líder líbio às imediações do complexo da ONU à zona de Manhattan onde fica a sede das Nações Unidas. "Dados os acontecimentos recentes, acho que o Departamento de Estado deve se assegurar de que a visita do coronel Kadafi aos EUA se limitará unicamente a assuntos oficiais da ONU e que não poderá viajar livremente", disse em comunicado de imprensa.

 

Lautenberg se referiu à recepção heroica do governo líbio a Abdel Baset al-Megrahi, responsável pelo atentado à bomba a um avião em 1988 que deixou 270 mortos na cidade escocesa de Lockerbie e que foi solto pela Escócia "para morrer em seu país". A atitude foi duramente criticada pelo governo americano. O senador se mostrou "particularmente preocupado" com o aparente interesse do líder líbio em ficar em uma área onde moram parentes da vítima do ataque.

 

O Departamento de Estado disse em Washington que está em contato com as Nações Unidas e as autoridades locais de Nova York para saber onde Kadafi permanecerá durante sua visita, mas assegurou que ainda não foi tomada nenhuma decisão a respeito.

 

Kadafi deve discursar no dia 23 de setembro na abertura da 64ª Assembleia Geral da ONU, que será presidida pelo diplomata líbio Ali Treki.

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