Tio de Obama nascido no Quênia recebe permissão para ficar nos EUA

Um juiz de imigração dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira que o tio queniano do presidente norte-americano, Barack Obama, pode permanecer no país como residente legal, apesar de uma ordem de deportação de 1992 e uma prisão por dirigir embriagado, em 2011.

Reuters

03 de dezembro de 2013 | 19h19

O juiz Leonard Shapiro disse que baseou sua decisão em uma lei federal que garante a concessão da permissão a estrangeiros que chegaram aos EUA antes de 1972, desde de que tenham bom caráter moral.

"Ele me parece ser um cavalheiro e eu estou inclinado a atender ao seu pedido com base nisso", disse Shapiro ao tribunal em Boston, depois que Onyango Obama, de 69 anos e meio-irmão do falecido pai do presidente Obama, foi questionado.

Shapiro disse que, apesar de seus anos sem um visto e sua prisão por dirigir embriagado, ele tinha provado seu bom caráter através de seu histórico de pagar impostos, fazer trabalho voluntário e ser "um bom vizinho e um bom amigo".

Onyango foi para os EUA quando ainda era adolescente para estudar numa escola de elite perto de Boston, mas abandonou os estudos e seu visto prescreveu.

A ordem de deportação de 1992 veio à tona depois que ele foi detido e indiciado por dirigir embriagado em Framingham, Estado de Massachusetts, em 2011. Depois da prisão, ele teria dito à polícia: "Acho que vou ligar para a Casa Branca."

Ele foi deixado em liberdade condicional por um ano, até a acusação de dirigir embriagado ser arquivada. Enquanto isso, seus advogados apelaram contra a ordem de deportação, argumentando que seu defensor anterior perante a imigração não fora eficiente e que Onyango já havia passado a maior parte de sua vida nos EUA.

Acredita-se que Onyango Obama não tenha um relacionamento próximo com o presidente Obama, mas críticos dizem que ele parece ter recebido tratamento privilegiado, incluindo de autoridades da imigração, que permitiram que fosse solto e lhe deram permissão para trabalhar durante a fase de apelação.

Shapiro é o mesmo juiz que em 2010 concedeu asilo à irmã de Onyango, que é tia do presidente Obama, Zeituni Onyango. Ela argumentou que não estaria em segurança no Quênia por causa da escalada da violência política no país.

(Reportagem de Richard Valdmanis)

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