Tiroteios deixam 15 mortos em dois dias nos Estados Unidos

No incidente mais recente, estudante de enfermagem mata duas colegas e depois se suicida na Louisiana

AP e Reuters,

08 de fevereiro de 2008 | 20h08

Uma estudante de enfermagem entrou armada numa escola na Louisiana na manhã desta sexta-feira, 8, atirou contra duas mulheres e, em frente a colegas horrorizados, se matou. O crime foi o último de uma série de tiroteios que deixou um saldo de 15 mortos nos últimos dois dias nos Estados Unidos.   Veja também: Mulher mata dois estudantes e comete suicidio Atirador mata cinco em prefeitura nos EUA Relembre o massacre de Virginia Tech    Na noite de quinta-feira, 9, um homem armado matou dois policiais e três funcionários da Câmara Municipal de uma cidadezinha no Missouri. Horas antes, outro homem abriu fogo numa escola em Ohio e atirou numa professora (sua ex-esposa) na frente dos alunos. Em seguida, ao ser perseguido durante três horas pela polícia, ele se matou. A professora sobreviveu.   No mesmo dia, só que do outro lado do país, um homem matou três parentes e um agente da Swat em Los Angeles, antes de ser morto por policiais.   O crime em Louisiana ocorreu em Baton Rouge, a capital do Estado. Uma estudante de 23 anos, cujo nome não foi divulgado, matou duas colegas que estavam assistindo à aula na Escola Técnica de Louisiana. Segundo o sargento Don Kelly, outros alunos da classe - que tinha cerca de 20 estudantes - ficaram feridos.   Os primeiros policiais que chegaram ao local do crime afirmara que a escola "estava um pandemônio, com pessoas correndo para todos os lados". Kelly não informou o nome das vítimas, e disse apenas que elas tinham entre 21 e 26 anos. O motivo do crime ainda está sendo investigado.   As aulas foram canceladas nesta sexta-feira e devem ser retomadas apenas na quarta-feira, 13. "Esse é um dia trágico para Baton Rouge. Você vai a uma instituição de ensino e acaba sendo vítima de um crime desses", disse o prefeito da cidade, Kip Holden.   Crime em Missouri   O crime em Baton Rouge ocorreu horas depois de Charles "Cookie" Thornton, um pequeno empreiteiro de 52 anos, invadir uma reunião na Câmara Municipal de Kirkwood, no Estado de Missouri e matar cinco pessoas. Segundo a polícia, ele tinha problemas com a prefeitura e queria se vingar.   Antes mesmo de entrar na Câmara, Thornton matou um policial no estacionamento. "Ele ficava repetindo que ia acabar com o prefeito e saiu matando quem aparecesse na frente dele", disse Janet McNichols, uma jornalista que estava acompanhando a sessão no local.   Em seguida, o atirador matou outro policial e três funcionários da Câmara - dois vereadores e um engenheiro. O prefeito de Kirkwood, Mike Swoboda, foi baleado na cabeça e está internado em estado crítico.   Thornton já era conhecido na cidade por seu comportamento desajustado. Em 2006, ele foi condenado por conduta imprópria, depois de invadir duas vezes sessões na Câmara. Ele reclamava que funcionários municipais estavam atrapalhando suas obras e xingava o prefeito.   Horas após o tiroteio, o irmão do atirador disse que Thornton deixou uma nota de apenas uma linha sobre sua cama, na qual dizia que "a verdade aparecerá no final".   Tiroteios em locais públicos e escolas se tornaram relativamente comuns nos Estados Unidos, especialmente após o massacre de Columbine, no qual dois estudantes mataram 13 colegas, e depois se mataram, em 1999. Em abril do ano passado, um aluno de origem sul-coreana matou 32 pessoas na Universidade Virginia Tech, antes de cometer suicídio. O lobby da indústria de armas é bastante influente no país e o controle sobre a posse de armas é leve, se comparado a outros países.

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