Tornados e tempestades deixam ao menos 55 mortos nos EUA

Estado do Tenessee tem maior número de vítimas e prejuízos; são mais de 150 feridos, incluindo 51 estudantes

Agências internacionais,

07 de fevereiro de 2008 | 07h45

As fortes tempestades e os tornados que desde a terça-feira, 5, castigam vários Estados do sul dos Estados Unidos deixaram até o momento 55 mortos, informaram nesta quinta-feira as autoridades americanas.   O presidente dos EUA, George W. Bush, e outras personalidades da política americana mostraram sua solidariedade aos desabrigados e seu apoio às famílias das vítimas fatais. Um porta-voz da Casa Branca informou que Bush viajará nesta quinta-feira ao Tennessee para conhecer de perto a situação e manifestar sua solidariedade aos desabrigados.   Os últimos indicativos policiais recolhidos pela Associated Press indicam que 31 pessoas morreram no Tennessee, 13 em Arkansas - inclusive três membros de uma mesma família -, sete em Kentucky e quatro no Alabama, enquanto o Estado do Mississipi ainda não contabilizou nenhuma morte. Cerca de 200 foram feridas com a passagem do fenômeno em Arkansas, Kentucky, Mississippi e Alabama na noite de terça-feira.   As autoridades acreditam que o número de vítimas pode aumentar com o avanço dos trabalhos de resgate e a inspeção dos imóveis e das zonas devastadas. "Sabemos que há oito mortos e continuamos as buscas. A devastação foi imensa", assinalou Shelvy Linville, prefeito de Lafayette, no Tennessee.   O Estado do Tenessee é o que registra o maior número de vítimas e prejuízos materiais, especialmente na cidade de Memphis e na fronteira com o Kentucky. Entre os mais de 150 feridos se encontram 51 estudantes da Universidade do Tennessee, arrastados pela tempestade no interior dos dormitórios da residência universitária, na cidade de Jackson.   Um campus universitário, um centro comercial e um asilo foram destruídos. Os fortes ventos provocaram também a queda de uma antena do serviço de patrulha de estradas de Memphis, obrigando a suspensão temporária dos vôos no aeroporto da cidade. Os tornados provocaram ainda um incêndio em uma estação de gás natural em Hartsville.   O presidente americano expressou em comunicado seu pesar a todos os desabrigados e aos governadores dos cinco estados, com os quais falou por telefone na manhã desta quarta-feira. "Quero que a população destes estados saiba que todos os americanos estão dando o seu apoio. A administração está preparada para ajudá-los e encarregar-se de qualquer ligação de emergência", afirmou Bush.   O secretário do Departamento de Segurança Nacional, Michael Chertoff, também mostrou sua solidariedade aos desabrigados e às famílias das vítimas das tempestades. Chertoff garantiu que a Agência Federal para a Gestão de Emergências (Fema, na sigla em inglês) já desdobrou unidades na área para "responder o mais rápido possível" e recomendou aos cidadãos seguir as ordens de evacuação feitas pelas autoridades locais.   Os tornados também acabaram afetando a jornada da "superterça", pois obrigaram o fechamento momentâneo de alguns postos de votação no Alabama, Arkansas e Tennessee, três dos 24 estados convocados a votar. Os pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama e o republicano Mike Huckabee também comentaram sobre a tragédia em seus discursos.   Segundo o meteorologista Tim Ballisty, do "The Weather Channel", a ameaça de fortes tempestades continua, principalmente no sul de Ohio, no leste de Kentucky, no leste do Tennessee, na Virgínia Ocidental, e do sul da Pensilvânia e de Nova Jersey até o sul da Georgia e o norte da Flórida.   A última tragédia provocada por tempestades nos EUA aconteceu em maio do ano passado, quando dez pessoas morreram em conseqüência dos tornados que devastaram o Estado central do Kansas.   O pico da estação de tornados nos EUA ocorre entre o final do inverno e meados do verão, mas as tempestades podem ocorrer a qualquer época do ano, dependendo das condições do tempo. Os tornados podem ser causados pelo fenômeno La Niña, o esfriamento do Oceano Pacífico que pode causar mudanças nos padrões climáticos ao redor do mundo. Ele é o oposto do El Niño, um aquecimento periódico da mesma região.

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