Turquia e EUA estudam zonas de exclusão aérea na Síria

Os Estados Unidos e a Turquia estão considerando estabelecer zonas de exclusão aérea sobre o território da Síria e outras medidas para ajudar os grupos rebeldes sírios, num momento em que o conflito no país se intensifica, disse neste sábado a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

Reuters

11 de agosto de 2012 | 11h07

Depois de se reunir com o ministro turco de Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, Hillary declarou a repórteres que a Turquia e os EUA precisavam acertar detalhes do planejamento operacional sobre os meios de dar assistência aos rebeldes que lutam para depor o presidente sírio, Bashar al-Assad.

"Nossos serviços de inteligência, nossos militares têm responsabilidades muito importantes e papéis a desempenhar, por isso nós vamos criar um grupo de trabalho para fazer exatamente isso", disse ela.

Indagada sobre se essas conversas incluem opções como a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre o território que os rebeldes alegam controlar, Hillary indicou que essa é uma opção possível.

"As questões que você levantou em sua pergunta são exatamente as mesmas sobre as quais eu e o ministro concordamos que requerem uma análise profunda", respondeu a secretária, embora tenha indicado que nenhuma decisão será necessariamente imediata.

"Uma coisa é conversar sobre todos os tipos de ações potenciais, mas não se pode tomar decisões razoáveis sem intensa análise e planejamento operacional", afirmou.

A imposição de zonas de exclusão aérea por potências estrangeiras foi crucial para ajudar os grupos rebeldes da Líbia a deporem Muammar Gaddafi no ano passado. Mas até recentemente os EUA e aliados europeus manifestavam relutância em assumir um papel militar no conflito sírio, que já dura 17 meses.

Acredita-se que os rebeldes sírios venham obtendo armas da Arábia Saudita e do Catar, mas somente assistência não letal dos EUA.

Ao responder à mesma pergunta, Davutoglu, disse que é hora de as potências tomarem medidas decisivas para resolver a crise humanitária em cidades como Aleppo, que está diariamente sob bombardeio das forças de Assad.

(Reportagem de Andrew Quinn e Ayla Jean Yackley)

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