UE e ambientalistas pressionam EUA por metas de emissões

A União Européia e gruposambientalistas ampliaram na segunda-feira a pressão sobre osEstados Unidos para que aceitem a meta de reduzir pela metadeaté 2050 as suas emissões de gases do efeito estufa, incluindotambém metas intermediárias para os países ricos, a seremcumpridas até 2020. A questão climática é um dos principais itens da pauta dacúpula do G8 que ocorre de segunda a quarta-feira num hotel deluxo na ilha de Hokkaido, no norte do Japão. Líderes de China,Índia, Brasil, Austrália e outros grandes emissores de carbonoparticiparão de um evento paralelo, batizado de Encontro dasGrandes Economias. Uma fonte da UE disse na segunda-feira que o G8 (que reúneos principais países industrializados) já havia obtido avançosnas questões climáticas, inclusive a respeito das emissões. "Até agora vimos progressos --progressos difíceis, masprogressos", disse essa fonte, que pediu anonimato. O bloco europeu vai considerar a cúpula como um fracasso senão houver um acordo para reduzir as emissões pela metade até2050, segundo essa fonte, que citou a existência de afinidadesa respeito de outras questões, inclusive o uso de mecanismos demercado, com base no comércio de créditos para as emissões decarbono. "Se concordarmos entre nós, então estaremos numa posiçãomuito melhor para discussões com nossos parceiros chineses eoutros", disse o presidente da Comissão Européia, José ManuelBarroso. A China e a Índia, cujas economias crescem rapidamente,produzem cerca de um quarto das emissões humanas de gases doefeito estufa. Esses dois países, porém, dizem que só vãoaceitar metas de reduções caso as nações ricas, especialmenteos EUA, também o façam. Os países em desenvolvimento também cobram mais ajudafinanceira, mais transferência de tecnologias "limpas" e umcompromisso dos ricos com metas intermediárias. O G8 responde por cerca de 40 por cento das emissõeshumanas de gases do efeito estufa, sendo os EUA responsáveispor cerca de metade das emissões do G8. O presidente norte-americano, George W. Bush, rejeita metasnuméricas de reduções, a não ser que os países emdesenvolvimento também as aceitem. Grupos ambientalistas se dizem pessimistas com apossibilidade de um recuo do governo Bush durante a cúpula,lembrando que no ano passado a reunião já terminara semprogressos palpáveis --apenas a decisão de "considerarseriamente" uma redução de "pelo menos" 50 por cento até 2050. (Reportagem adicional de William Schomberg e TabassumZakaria em Hokkaido)

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