União Européia apóia lei para controlar ciganos na Itália

Porta-voz afirma que cadastro de acampamentos proposto por Berlusconi não é discriminatório

Agências internacionais,

05 de setembro de 2008 | 12h46

A Comissão Européia afirmou na quinta-feira que não há indícios de que o censo promovido pelo governo italiano nos acampamentos ciganos seja discriminatória e levem em conta a origem étnica ou religiosa dos afetados, segundo afirma a edição desta sexta-feira, 5, do jornal espanhol El PaÍs. Michele Cercone, porta-voz da Justiça, Liberdade e Segurança da Comissão Européia, disse que a documentação enviada por Roma não autoriza o colhimento de dados relacionados à etnia ou a religião das pessoas. O parecer foi manifestado após semanas de críticas, que incluíram a censura explícita do Parlamento europeu e de protestos de associações de imigrantes conta a consulta indiscriminada de adultos e menores, além do levantamento discriminatório visível no censo realizado em Nápoles. A elaboração de um cadastro dos acampamentos ciganos é um dos poderes especiais que o gabinete conservador do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, concedeu aos delegados de governos das principais localidades, dentro das medidas anunciadas pelo Executivo para garantir a segurança dos cidadãos. Na Itália, é obrigatória a retirada das impressões digitais de todos os imigrantes de países de fora da União Européia (UE) que peçam ou renovem a permissão de residência. Michele afirmou que a "estreita cooperação entre a Itália e a UE permitiu corrigir" a execução dessas medidas, e garantiu que a impressão digital será feita somente como última solução para identificar as pessoas que não podem ser identificadas de outro modo. Segundo dados oficiais, há 152 mil ciganos vivendo na Itália, dos quais 37% têm nacionalidade italiana.

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