Veja o perfil do senador Ted Kennedy pelo jornal NYTimes

Em uma família sinônimo de tragédia, ele teve sua parcela de problemas; em grande parte auto-infligidos

Doug Mills, do The New York Times,

20 de maio de 2008 | 19h22

Edward M. Kennedy foi para Washington seguindo o caminho traçado por seus dois irmãos mais velhos, John e Robert. Ele se tornou senador por Massachusetts em 1962, eleito para preencher a vaga deixada pela eleição de John Kennedy à presidência, e se manteve no cargo desde então.  No sábado, 17, Kennedy sofreu uma convulsão e foi levado de helicóptero ao hospital Boston, onde os médicos descobriram um tumor maligno em seu cérebro.  Edward Kennedy ficou conhecido como um dos últimos leões do liberalismo, um defensor aberto das políticas do partido Democrata nas décadas de 1960 e 70. No senado, ele tem reputação de ser um dos membros mais efetivos na construção de coalizões bipartidárias. Quando a lei No Child Left Behind (Nenhuma criança deixada para trás, em tradução livre) do presidente Bush passou por dificuldades para avançar na casa em 2001, foi a Kennedy que ele se voltou e que conseguiu passar a lei. Em 2007, com a instalação da renovação da lei, foi a Kennedy que Bush se voltou novamente, apesar dos desentendimentos que tiveram ao longo dos anos que separaram as duas ocasiões sobre uma gama variada de assuntos, mais notavelmente a Guerra do Iraque, a que Kennedy se opôs. Quando o Senado, naquela primavera, parecia pronto para passar uma lei bipartidária sobre imigração, um dos nomes nela era o de Kennedy.  Em uma família sinônimo de tragédia, Kennedy tem sua parcela de problemas, mas eles foram, em grande parte, auto-infligidos. O acidente de carro na cidade de Chappaquiddick em 1969, em que uma jovem morreu afogada, manchou permanentemente sua reputação para muitos eleitores; em sua única tentativa à presidência, a eleição primária de 1980, ele foi facilmente derrotado pelo presidente Jimmy Carter. Em 1991, com pesquisas extremamente desfavoráveis no Congresso, ele se desculpou publicamente por seus desvios pessoais. Em 1994, depois de se divorciar e se casar novamente, e com nova energia e determinação, ele deu a volta por cima derrotando Mitt Romney e permanecendo em sua cadeira no Senado. Ele nunca mais enfrentou um grande desafio desde então, e na convenção Democrata em 2004, foi aplaudido e celebrado como patriarca do partido.

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