Veremos em um ano se estratégia afegã funciona, diz Obama

Presidente americano promete mudar enfoque da guerra contra o Taleban se aumento de tropas falhar

Efe,

14 de dezembro de 2009 | 08h20

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em entrevista exibida no domingo, 13, na TV americana, que sua decisão de enviar 30 mil soldados mais ao Afeganistão foi a mais difícil de seu mandato e assegurou que se verá em um ano se sua estratégia vai trazer os resultados desejados.

Em entrevista no programa "60 Minutes" da rede de televisão "CBS", Obama disse que os comandantes militares deveriam saber "no  final de dezembro de 2010" se sua nova estratégia no Afeganistão cumpriu os objetivos fixados em termos de deslocar o Taleban das regiões povoadas e garantir a segurança nessas comunidades.

"Se a estratégia recomendada não funcionar, mudaremos o enfoque", disse Obama na entrevista, que foi gravada na semana passada na Casa Branca antes que o presidente viajasse para a Europa para receber o prêmio Nobel da Paz em Oslo.

 

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Sob a estratégia do presidente dos EUA os 30 mil soldados americanos adicionais começarão a se retirar do Afeganistão em julho de 2011, data que fixou para transmitir aos afegãos que o compromisso de Washington não dura indefinidamente.

Obama disse crer que há certos elementos no Afeganistão que se sentiriam "perfeitamente satisfeitos" em transformar o país em um "protetorado permanente dos EUA no qual não assumem nenhuma obrigação".

O presidente dos EUA reiterou que a partir de julho de 2011 começará uma fase de transição para entregar a responsabilidade aos afegãos, e que a decisão sobre quantos soldados, quando e quão rápido se retirarão do Afeganistão será determinado com base nas condições no terreno.

O americano discordou também daqueles analistas políticos que consideraram seu tom no discurso do dia 1º de dezembro, quando anunciou a estratégia, de acadêmico e carente de emoção.

"Este foi provavelmente o discurso mais emotivo que pronunciei, em termos de como me sentia", assinalou, para acrescentar que foi porque falou perante cadetes, dos quais alguns serão destinados a Afeganistão e de onde outros talvez não voltem.

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