Viagem de Hillary à África foca em democracia e segurança

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, embarca esta semana em uma viagem que irá levá-la para a mais nova nação da África, o Sudão do Sul, e a uma visita ao estadista mais velho do continente, o ícone antiapartheid Nelson Mandela, de 94 anos.

ANDREW QUINN, Reuters

31 de julho de 2012 | 09h49

Embora o foco público de Hillary sejam as conquistas democráticas da África e seu potencial econômico, a viagem também ressaltará os laços de segurança dos EUA em face de uma série de crescentes ameaças --desde extremistas islâmicos a cartéis de narcóticos.

"As ameaças de segurança estão se tornando muito mais visíveis e em alguns aspectos mais perigosos do que eram antes", disse a chefe do programa da África do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, Jennifer Cooke.

"Há grandes questões globais sobre a mesa e os EUA não têm o tipo de finanças disponíveis para lançar grandiosas iniciativas econômicas na África."

A viagem de Hillary --potencialmente sua última como a principal diplomata dos Estados Unidos-- começa na terça-feira no Senegal, e continua para o Sudão do Sul, onde ela será a mais alta autoridade dos EUA a visitar o país desde a declaração de independência em julho de 2011.

Outras paradas incluem Uganda, Quênia, Malauí e África do Sul, informou o Departamento de Estado.

Espera-se que Hillary destaque os programas norte-americanos sobre o desenvolvimento, educação e HIV/Aids --que há muito tempo é a espinha dorsal do compromisso dos EUA com a África--, bem como o interesse econômico do país em um continente cujos ricos recursos e invejáveis ??taxas de crescimento têm atraído pretendentes rivais incluindo a China e a Índia.

Ela provavelmente também irá enfatizar projetos para mulheres e meninas, um de seus temas centrais no cargo do qual ela diz que vai sair em janeiro, mesmo se o presidente Barack Obama for eleito para um segundo mandato.

Porém, a visita de Hillary também é parte de uma pressão dos EUA para ampliar as parcerias de segurança com países-chaves como Uganda e Quênia --laços que estão crescendo rapidamente apesar das eventuais sérias preocupações dos EUA com a governança democrática.

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