Viagens de americanos a Cuba disparam em 2010

Quase mil viajantes dos EUA - a maioria pessoas de origem cubana - têm chegado diariamente a Cuba, disseram fontes diplomáticas e do setor de turismo na segunda-feira. Apesar das restrições diplomáticas, os EUA já se tornaram a segunda principal origem de visitantes na ilha, atrás do Canadá.

MARC FRANK, REUTERS

06 de dezembro de 2010 | 21h36

Não há voos regulares entre EUA e Cuba, mas empresas que organizam viagens fretadas dizem que seus negócios dispararam desde que o governo Obama suspendeu, no ano passado, restrições às visitas de cubano-americanos, e também os intercâmbios acadêmicos, religiosos e profissionais, entre outros.

Por causa do embargo econômico dos EUA a Cuba, cidadãos norte-americanos comuns não podem viajar à ilha comunista sem autorização do governo.

"Há um enorme aumento neste ano em comparação a 2009", disse Armando García, presidente da Marazul Charters, a mais antiga entre as empresas que organizam voos fretados EUA-Cuba.

"Até outubro, cerca de 265 mil pessoas viajaram. Novembro e dezembro são meses de pico, então esperamos que 330 mil cheguem a Cuba em voos diretos procedentes dos Estados Unidos neste ano", disse ele por telefone de Miami.

Fontes turísticas cubanas dizem também que cada vez mais cidadãos dos EUA chegam a Cuba passando por outros países, como México e Bahamas, o que evita a burocracia e em alguns casos reduz o custo da viagem.

Apesar do distanciamento político, menos de 150 quilômetros separam os dois países.

(Reportagem adicional de Esteban Israel)

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