Vice de Romney tem defendido um Fed com menos poderes

Paul Ryan não quer exatamente terminar com o Fed, o banco central norte-americano. No entanto, se prevalecer a vontade do vice escolhido por Mitt Romney, candidato republicano à Casa Branca, os poderes do banco podem ser cortados o suficiente para tornar difícil uma resposta mais enfática às turbulências econômicas.

Reuters

19 de agosto de 2012 | 16h28

O republicano de Wisconsin tem apoiado projeto polêmico que tira do Fed a missão de estimular o emprego, além de criticar a política monetária frouxa do banco.

Mais ainda, Paul Ryan já se mostrou simpático aos dias em que o dólar era atado ao ouro, um regime que restringia a impressão de dinheiro para ajudar a economia.

A escolha de Romney para companheiro de chapa sugere que a campanha republicana pode intensificar os ataques ao Fed, se o banco central afrouxar ainda mais a política monetária, e que uma Casa Branca comandada por Romney poderia querer limitar os poderes da instituição.

"Um governo não pode fazer nada mais traiçoeiro com o cidadão do que desvalorizar a sua moeda, e isso está ocorrendo", disse certa vez Ryan.

(Reportagem de Pedro Nicolaci da Costa)

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